
A Polícia Federal passou a monitorar o pastor evangélico Anderson Silva depois que ele sugeriu, numa live, que Deus “arrebentasse a mandíbula” do presidente Lula. O pastor, líder da igreja brasiliense Vivo por Ti, afirmou na sexta-feira, 27, que recebeu ligações da PF após a declaração, em junho do ano passado.
A live teve a participação do deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG), que falou em “arrancar a cabeça” de inimigos e riu quando Anderson disse que os religiosos precisam orar para “matar e quebrar dentes de adversários”.
No seu Instagram, Silva disse na sexta que recebeu dois telefonemas de policiais federais. Ele refutou a ideia de que teria ameaçado o petista e afirmou que estava sendo vítima de uma “perseguição”.
“Eu falei para o delegado que eu não incitei crime contra ninguém. Eu não desacreditei as instituições, por mais que não creia na maioria delas, e citei Bíblia como um pastor: Salmos Capítulo 2, Salmos Capítulo 3, Salmos Capítulo 58, e Apocalipse 2:22”, disse Silva.
O pastor disse também que a expressão usada ao falar sobre o presidente da República teria sido uma metáfora. “A mandíbula é uma linguagem metafórica do salmista, né? A mandíbula é onde o opositor te dá a mordida, então o salmista clama a Deus, para que Deus lide com a autoridade que o opositor tem. Não incitei violência contra absolutamente ninguém”, afirmou.



