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PF investiga quadrilha responsável pelo transporte de cocaína da Bahia para o mercado internacional

Vinte e dois policiais federais participaram, nesta quarta-feira (28), da Operação Tanque Reserva, deflagrada em Salvador, Simões Filho, Dias D’Ávila e Barreiras para cumprir cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. O objetivo é desarticular uma quadrilha responsável pelo transporte e logística de grandes quantidades de cocaína, que seriam enviadas para o mercado internacional.

A investigação começou no último dia 5, após a apreensão de quase uma tonelada de cocaína. O valor estimado do entorpecente é entre R$ 35 milhões a R$ 40 milhões. Na oportunidade, também foram apreendidos três caminhões, que somados custam cerca de R$ 1,5 milhão, e documentos. Três pessoas foram presas.

Segundo o delegado da Polícia Federal Rodrigo Motta, as diligências realizadas após essa apreensão apontaram o envolvimento de mais pessoas. “Através das nossas investigações, estamos tentando chegar ao maior número possível de integrantes do grupo criminoso, pois hoje foi identificado apenas uma parte do grupo que era responsável pelo transporte, mas queremos identificar também quem foram os responsáveis pela remessa da droga e quem seriam os destinatários finais dessa droga. O trabalho continua com esse objetivo”, explicou Motta.

Ele adiantou que o mandado de prisão temporária realizado em Salvador ainda não pôde ser concluído, pois a pessoa não foi localizada. Ela também tem envolvimento com a empresa de transportes.

O delegado lembra que a cocaína saiu de um galpão da empresa, em Barreiras, e estava vindo para Salvador e Região Metropolitana. Contudo, ainda não se sabe qual seria o destino dela. “Acreditamos que pela grande quantidade do entorpecente e pelo elevado grau de pureza, o destino seja o mercado internacional. Esse tipo de cocaína é consumido por um público com o poderio econômico muito alto”, acrescentou.

“O recado que queremos deixar para as pessoas é que ninguém fica impune a esse tipo de crime [tráfico de drogas]. Ele pode ter um retorno inicial razoável, mas as penas são altas. A Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal estão trabalhando com o objetivo de coibir e responsabilizar quem tiver envolvido. O tráfico de drogas prevê pena de 5 a 15 anos de reclusão. A associação para o tráfico, quando há o envolvimento de duas ou mais pessoas, prevê de 3 a 10 anos. Nesse caso, somando tudo, teriam no mínimo, de 8 a 25 anos de prisão”, alertou o delegado.

A Polícia Federal suspeita que o grupo esteja envolvido ainda com lavagem de dinheiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: BNews, 28/04/2021

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