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Policial militar Rafael Lopes, aciona Justiça contra o Planserv após sofrer sequelas da Covid-19

O policial militar, Rafael Lopes, 32 anos, está sem poder se mover por causa de sequelas provocadas pelo coronavírus. Ele precisa de serviços de saúde para tratamento mas não consegue assistência pelo plano de saúde. A família já entrou com uma ação contra o Planserv, mas Rafael continua sem atendimento.

O policial, que também é engenheiro mecânico, foi internado em maio de 2020, em Salvador, após contrair a Covid-19. Em seguida, ele foi diagnosticado com pneumonia, em decorrência do vírus. Rafael ficou com 60% do pulmão comprometido e chegou a sofrer uma parada cardíaca no hospital. Desenvolveu um Trombo no coração e um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Atualmente, Rafael está acamado e precisa de serviços ‘homecare’, o que foi negado pelo Planserv, plano de assistência à saúde dos servidores públicos da Bahia.

Rafael deixou o hospital quatro meses depois de contrair o vírus mas a ainda precisa ser atendido por uma clínica de reabilitação neurológica especializada para lidar com as sequelas, pois o tratamento em casa não é suficiente.

A família chegou a entrar na Justiça pedindo que internação imediata para Rafael mas o plano não permite a autorização, mesmo após determinação judicial.

O Planserv, por meio de nota, disse que o paciente está em atendimento domiciliar desde o dia 3 de setembro de 2020. Afirmou ainda que a assistência já foi notificada pela Justiça e que no dia 12 de março iniciou medidas, que não foram especificadas, para cumprir a determinação judicial.

Toda comunicação de Rafael é através do olhar, por ele não consegue mover braços ou pernas. A alimentação é a partir de sonda.

Por falta de atendimento pelo plano de saúde, a família está bancando, através de uma rede de solidariedade, uma fonoaudióloga e uma equipe de fisioterapia para reabilitação neurológica. Os custos são em torno de R$ 3 mil por mês.

Outro caso

Em janeiro deste ano, o servidor público Kleber Moreno também teve de entrar na Justiça para conseguir fazer um transplante de medula, após descobrir que estava com câncer no sangue.

Ele não estava conseguindo fazer o procedimento por falta de acordo do plano com o Hospital São Rafael, único que faz a cirurgia em Salvador. Kleber chegou a conseguiu um doador de medula óssea, um dos irmãos, mas faleceu antes de fazer o transplante.

Fonte: G1 Bahia, 15/03/2021

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