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Por que Lula defende um regime com salário mínimo de 3 dólares e 8 milhões de venezuelanos exilados?

Os números não mentem. Eles gritam. E ecoam para além das fronteiras da Venezuela.

Não se trata de comemorar bombardeios, nem de exaltar os Estados Unidos ou Donald Trump. O que milhares de venezuelanos celebram — dentro e fora do país — é algo muito mais profundo: a retirada de cena do responsável direto por uma tragédia humanitária sem precedentes na América do Sul.

Falamos de Nicolás Maduro, não como figura política controversa, mas como um narcoterrorista, chefe de um regime criminoso, apontado por organismos internacionais como responsável por tortura sistemática, execuções extrajudiciais, perseguição política, censura e miséria em massa. Um líder que fraudou eleições, dissolveu a democracia e transformou o Estado em instrumento de repressão e cartelização do poder.

Os dados são estarrecedores e incontestáveis:
• 36.800 vítimas de tortura e violência estatal
• Mais de 18 mil presos políticos
• Cerca de 10 mil execuções extrajudiciais
• 468 mortos em protestos
• 8 mil violações formais de direitos humanos
• 8 milhões de venezuelanos forçados ao exílio
• Mais de 400 veículos de imprensa censurados ou fechados
• 90% da população na pobreza
• 50% em pobreza extrema
• Salário mínimo equivalente a 3 dólares
• Eleições sistematicamente fraudadas e sem reconhecimento internacional

Diante desse cenário, a pergunta que precisa ser feita — e repetida — é simples e incômoda: por que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, insiste em defender ou relativizar um regime tão cruel?

Por que o discurso oficial brasileiro condena ações contra um ditador, mas silencia diante das vítimas?

Por que há tanta preocupação com a “soberania” de um regime que nunca respeitou a soberania do próprio povo?

Não é possível falar em democracia enquanto se passa pano para ditaduras.
Não é coerente defender direitos humanos escolhendo quais violações importam e quais podem ser ignoradas por conveniência ideológica.

Nicolás Maduro não é um “líder incompreendido”.
É um opressor, acusado de narcotráfico, comandante de um Estado aparelhado pelo crime, responsável por uma diáspora que hoje bate à porta de países como o próprio Brasil.

Quando venezuelanos choram, se abraçam e celebram a captura de Maduro, não é ódio, é alívio.
É a reação de quem sobreviveu à fome, ao medo, ao exílio e à censura.
É empatia em estado bruto.

A história será implacável com quem escolheu o lado errado. Ditadura não é questão de opinião. É crime.

 

 

 

 

 

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