
Dados do Atlas da Violência divulgados nesta terça-feira, 18, apontam que a agressão sexual é a principal forma de violência contra meninas de 10 a 14 anos, no Brasil, representando 49,6% dos casos. As informações se referem ao ano de 2022.
Ainda segundo a pesquisa, produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), para meninas na faixa etária de 0 a 9 anos, a violência mais frequente foi a negligência, com 37,9% das denúncias; seguida de abuso sexual, com 30,4%.
Entre as mulheres dos 15 aos 69 anos, a violência física passa a ser a mais comum, sendo 35,1% dos casos de violência na faixa etária de 15 a 19 anos, 49% entre mulheres de 20 a 24 anos e acima dos 40% até os 69 anos. A partir dos 70 anos, a negligência volta a ser uma forma de violência bastante presente contra as mulheres.
O Atlas da Violência divide a violência em quatro categorias:
– Violência física (também denominada sevícia física, maus-tratos físicos ou abuso físico): são atos violentos, nos quais se fez uso da força física de forma intencional, não acidental, com o objetivo de ferir, lesar, provocar dor e sofrimento ou destruir a pessoa, deixando, ou não, marcas evidentes no seu corpo.
– Violência psicológica/moral: é toda forma de rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, cobrança exagerada, punições humilhantes e utilização da pessoa para atender às necessidades psíquicas de outrem. É toda ação que coloque em risco ou cause dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa.
Incluem-se como violência sexual situações de estupro, abuso incestuoso, assédio sexual, sexo forçado no casamento, jogos sexuais e práticas eróticas não consentidas, impostas, pornografia infantil, pedofilia, voyeurismo; manuseio, penetração oral, anal ou genital, com pênis ou objetos, de forma forçada.
– Negligência/abandono: é a omissão pela qual se deixou de prover as necessidades e os cuidados básicos para o desenvolvimento físico, emocional e social da pessoa atendida/vítima. Ex.: privação de medicamentos; falta de cuidados necessários com a saúde; descuido com a higiene; ausência de proteção contra as inclemências do meio, como o frio e o calor; ausência de estímulo e de condições para a frequência à escola. O abandono é uma forma extrema de negligência.
Atarde, 18/06/2024



