
Sueli, que é de religião de matriz africana, relata que enfrenta discriminação verbal constante dentro da escola, sendo chamada de “bruxa”, “macumbeira”, “feiticeira” e “diabólica” todos os dias, quando chegava ao local de trabalho. “Sempre fui chamada de bruxa, macumbeira, feiticeira e diabólica, todos os dias, quando chegava na escola”, contou a professora, em entrevista para a TVBahia.
Segundo Sueli, a direção da escola orientou que o livro ABC dos Povos Afro-brasileiros, material utilizado nas aulas de história e cultura afro-brasileira, fosse retirado de uso. Essa recomendação teria partido da Secretaria Municipal de Camaçari, após queixas de pais de alunos.
Em nota, a Secretaria de Educação de Camaçari informou que recebeu a denúncia em 21 de novembro e está apurando o caso. A Secretaria afirmou repudir qualquer forma de discriminação, seja de gênero, crença ou cor, mas não forneceu informações sobre eventuais medidas tomadas contra os alunos envolvidos.



