
Alvo da organização criminosa PCC, o senador Sergio Moro teria desagradado a facção quando proibiu visitas íntimas aos presos no sistema penitenciário federal. A informação foi divulgada pelo promotor Lincoln Gakiya.
Além de Moro, o próprio Gakiya estava entre os alvos da organização, que planejava atacar servidores públicos e autoridades. O plano foi frustrado pela Polícia Federal.
“Embora o plano em si tenha sido descoberto em janeiro deste ano, os documentos e informações das investigações dão conta de que o plano está em andamento desde agosto de 2022, portanto no governo anterior. Não há motivo para dizer que foi algo engendrado pelo governo atual ou algo parecido. Infelizmente, estão fazendo uso político de uma operação de sucesso”, descreveu.
Ainda de acordo com o promotor, o plano de atacar autoridades era um ‘plano B’. A ideia inicial do PCC era resgatar o líder da facção criminosa, Marcola.
“O plano não era só contra Sergio Moro e a mim. Em 2019, o PCC já havia determinado que a prioridade era tentar o resgate do Marcola. Eles determinaram isso como ‘plano A’ e o denominaram com ‘STF’. O ‘plano B’ era o ‘STJ’. Se o resgate do Marcola não tivesse sucesso, era para desencadear o ‘plano B’, que eram ataques a agentes públicos e sequestro de autoridades para forçar o governo a devolver Marcola para o sistema penitenciário paulista”, revelou.
Atarde, 23/03/2023



