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Rifeiro comprova transferências para jornalistas investigados no Golpe do Pix’, diz polícia

Um rifeiro apresentou diversos comprovantes de transferências bancárias tendo como beneficiados os jornalistas que figuram como suspeitos do caso do ‘Golpe do Pix’ da Record TV. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (12).

O inquérito policial instaurado na Delegacia de Repressão ao Estelionato e Outras Fraudes (DreofCyber), para apurar uma fraude que consistia em arrecadar doações para pessoas em estado de vulnerabilidade social, porém o valor não era repassado para as vítimas, está em andamento e as investigações, baseadas em provas testemunhais e documentais, avançaram. Cerca de 40 pessoas já foram ouvidas.

Conforme a nota da polícia, os jornalistas suspeitos ainda serão ouvidos pelo delegado Charles Leão. Laudos periciais dos celulares apreendidos e encaminhados ao DPT são aguardados. Até o momento, 15 pessoas são investigadas.

‘R$70 mil na conta’

O repórter Marcelo Castro, um dos investigados pela Polícia Civil no ‘Golpe do Pix da Record’, afirmou que os R$ 70 mil enviados pelo jogador de futebol Talisca para a mãe da criança que estava doente caíram na conta da mulher.

“O advogado de Talisca me ligou e perguntou onde eu botaria o dinheiro. Os 70 mil que ele botou caiu em 5 minutos na conta da mulher. A criança, no dia seguinte, morreu porque a médica do hospital não quis aplicar a injeção, parece”, afirmou o jornalista em entrevista ao canal Sem Censura TV. A entrevista foi ao ar na noite desta quarta-feira (10).

Castro reafirmou que não tem nenhum tipo de envolvimento no caso. Ele disse ainda que está recebendo apoio da classe policial, e da noiva, mas afirmou ainda não ter prestado depoimento à Polícia Civil.

Questionado sobre a viagem que fazia a Dubai quando o caso veio a público, Marcelo Castro disse que ainda está pagando a passagem, que “dividiu em 10 vezes”.

“A viagem estava programada com minha família para visitar meu irmão, que mora lá. Depois, minha noiva entrou na minha vida e comprou também a passagem. De repente lá recebi a mensagem que me acusaram de aplicar um golpe. A empresa falou ‘Quando vc voltar de férias a gente conversa’ e já fui procurar meus advogados”.

Quanto à BMW que possui, alvo de críticas do apresentador Zé Eduardo, Castro disse que foi financiada em 48 vezes. “Dei entrada e estou pagando. Não é quitado”, afirmou. Ele ainda atribuiu as acusações à “inveja” de colegas dentro da TV. “Eu vou retornar para a mídia, grandão, destemido e sem medo”, finalizou.

Entenda o caso

Quando o caso de uma criança com câncer foi veiculado no Balanço Geral, o jogador Anderson Talisca se ofereceu para fazer uma doação de R$ 70 mil. Essa operação foi intermediada pelo repórter Márcio Martins, que detectou que o pix que a Record TV exibia era de um rifeiro, conforme explicou Zé Eduardo ao podcast Canal do Black.

“Márcio me ligou e disse que algo estava errado. Ele era fã de Marcelo, ficou bastante decepcionado”, revelou Bocão. O jornalista contou ainda que chegou a ficar “dez dias sem dormir” durante o episódio. A criança com câncer, no entanto, recebeu a doação, pois Talisca transferiu a quantia diretamente para a conta da mãe.

O CORREIO procurou a Polícia Civil para saber atualizações sobre o caso e confirmar a informação passada pelo apresentador de que serão presos “os dois e mais 10”, mas ainda não obteve resposta.

A polícia não revelou os nomes dos investigados, nem mesmo os dos dois jornalistas da Record que são os principais suspeitos pelo crime segundo a própria emissora. No entanto, em meio ao escândalo, o repórter Marcelo Castro e o editor-chefe do Balanço Geral, Jamerson Oliveira, foram demitidos por justa causa pela TV Itapoan.A defesa de ambos negou no início do mês que eles eram investigados.

 

 

 

 

 

 

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