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Rodrigo Maia(DEM-RJ), chora em despedida da presidência da Câmara

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) se emocionou, na noite desta segunda-feira (1º), ao fazer um discurso de despedida antes de iniciar a votação que elegerá seu sucessor no cargo.

Após embates com o candidato Arthur Lira (PP-AL), principal adversário de Baleia Rossi (MDB-SP), que tem seu apoio, Maia disse que “as brigas passaram”.

“As brigas passaram, vamos eleger um novo presidente. Tivemos um momento de mais atrito no meu caso com a candidatura do deputado Arthur Lira. A ele e aqueles que o apoiem, se em algum momento se sentiram ofendidos pelo o que falei, não foi a minha intenção. Admiro a cada um dos deputados e deputadas. Tenho orgulho de ser presidente desta casa e mais do que isso, tenho orgulho de ser deputado federal”, declarou.

Ao discursar, Maia disse que “se preparou para não chorar”, mas não conseguiu. O deputado defendeu a união dos colegas e disse que “o passado ficou para trás”.

“Quero, do fundo do meu coração, agradecer a cada um de vocês essa oportunidade que é única para quem faz política, para quem sabe que [é] através da política que a gente tem condições de ajudar esse país”, disse.

“Nós precisamos, unidos, eu na planície, no plenário com muito orgulho, com cada um de vocês, construir o futuro do Brasil não pelos próximos dois anos, mas pelos próximos 20 anos.”
Comentarista analisou a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM -MG) para a presidência do Senado e as expectativas para a votação na Câmara para a sucessão de Rodrigo Maia.

O parlamentar passou quatro anos e sete meses na presidência da Câmara. Nesta segunda, disse que 2020 foi o ano “mais desafiador de todos” devido à pandemia da Covid-19. O deputado citou o sistema de votação remoto criado pela Casa, que permitiu votações a distância para evitar aglomerações em plenário.

“A Câmara teve a condição de liderar e construir em conjunto os projetos que garantiram as condições para o enfrentamento à pandemia”, disse.

Maia assumiu a presidência da Câmara em 2016, em um “mandato-tampão” após a renúncia de Eduardo Cunha (MDB-RJ) do posto. Em 2017 e 2019, o deputado foi reeleito para mandatos regulares no comando da Casa.

O deputado do DEM também lembrou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu um “orçamento de guerra” para ações de combate à pandemia de coronavírus.

“A PEC da guerra foi uma construção dessa Casa e tive muito orgulho porque nunca tinha conseguido colocar nesse painel do PSL ao PSOL, tivemos votos de todos os partidos unidos num momento tão difícil que nós vivemos no ano passado e vamos continuar vivendo neste ano”, disse.

Fonte: G1, 01/02/2021

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