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Rússia sobe o tom e ameaça usar arsenal nuclear

Em toda guerra há tensão, ainda mais se um lado tive ro arsenal que a Rússia tem. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, resolveu estender a corda e anunciou na quarta-feira (21), mobilização militar parcial no país em virtude da guerra da Ucrânia. Em pronunciamento em rede nacional, o líder indicou que a medida envolve a movimentação de reservistas, e afirmou que a ação é “necessária”, sendo a “única opção” no momento.

Além disso, Putin declarou apoio aos referendos convocados em regiões separatistas da Ucrânia, em um movimento semelhante ao ocorrido durante a anexação da Crimeia pela Rússia. Entre as regiões afetadas, o mandatário destacou Luhansk e Donetsk. O russo defendeu seguidas vezes o que chamou de “libertação” de territórios de “neonazistas”.

O presidente sugeriu ainda o uso de armas nucleares em virtude do confronto, indicando que todas as opções disponíveis podem ser utilizadas. “Eu não estou blefando”, afirmou. Segundo ele, o potencial nuclear do país deve ser lembrado por aqueles que fazem ameaças à Rússia e sua integridade territorial.

Líderes ocidentais disseram ontem que o anúncio da mobilização de reservistas é uma resposta da Rússia às recentes perdas no campo de batalha. Discursando na Assembleia-Geral da ONU, algumas horas após o pronunciamento de Putin, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que as ameaças mostraram o “desrespeito” de Moscou com o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

Um dia após Putin anunciar a convocação de 300 mil reservistas, os russos começaram a receber cartas de recrutamento e muitos tentaram fugir. Centenas foram presos e ameaçados de prisão por 10 anos caso recusassem o alistamento. A situação segue mais do que tensa.

Fonte: Correio/BA, 24/09/2022

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