
A Shell comprou 100 mil toneladas de petróleo bruto da Rússia pagando apenas US$ 28,50 por barril. A operação acontece enquanto outras petrolíferas decidem suspender as relações comerciais com o país em meio aos ataques à Ucrânia.
O preço do barril de petróleo Brent para entrega, com vencimento em maio, teve alta no mercado internacional nesta sexta-feira, 4, e chegou a US$ 118,18, maior patamar desde 2014. O desconto conseguido pela Shell, então, foi de cerca de 75%.
Segundo a Agência Bloomberg, mesmo com os ataques à Ucrânia, a Shell vai continuar fazendo negócios com o país russo. A empresa está em negociação com governos e cumprirá, segundo fontes da agência, qualquer nova regulamentação.
A compra foi feita já incluindo a entrega, ou seja, a Shell não precisará resolver o transporte do produto.
Em comunicado, a Shell Brasil informou que está assustada com a guerra na Ucrânia, mas seguirá usando o petróleo da Rússia.
A empresa pontuou que já deixou clara a intenção de sair das joint-ventures com a Gazprom, empresa controlada pela Rússia, e encerrar o envolvimento com um importante gasoduto que conecta a Rússia ao restante da Europa.
“A Shell também interrompeu a maior parte de suas atividades que envolvem o petróleo russo. No entanto, seguimos adquirindo a commodity e outros derivados para algumas refinarias e plantas químicas para garantir a produção de combustíveis e produtos essenciais dos quais as pessoas e as empresas dependem todos os dias”.
A empresa afirmou que seguirá reduzindo o uso de petróleo vindo da Rússia, mas pontua que a decisão é “bastante complexa”.
“A commodity vinda do mercado russo tem papel importante no abastecimento mundial, e na atual situação de mercado, há uma relativa falta de alternativas. Em cumprimento com as sanções atualmente em vigor, estamos trabalhando para abastecer, de maneira segura, nossos clientes na Europa e demais mercados”, diz o texto.
Fonte: Atarde, 06/03/2022



