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Sul enfrenta explosão de mortes por Covid-19 e se vê à beira do colapso

O Brasil passa pelos dias mais letais desde o início da pandemia. Além do novo recorde de mortes em apenas um dia no país, estados assistem a uma explosão de óbitos nas semanas após as festas de final de ano e as praias cheias no verão. Segundo levantamento feito pelo UOL, ao menos 16 estados tiveram salto na média móvel de mortes.
O Brasil está distante de um crescimento alarmante da pandemia de Covid-19. O Sul é a região de maior alerta, com uma aceleração na média móvel de mortes. Até a última sexta-feira (26), os três estados da região registraram 68 óbitos no Paraná, 80 no Rio Grande do Sul e 50 em Santa Catarina, segundo dados do UOL.

Há duas semanas, o Paraná registrou 50 óbitos, 53 no Rio Grande do Sul e 29 em Santa Catarina. São aumentos de 31%, 51% e 70%, respectivamente. A região como um todo registrava uma aceleração de 50% até sexta-feira (26).
Além dos três estados do Sul, outros locais também notaram um aumento na sua média móvel de mortes, como Amazonas, Bahia, Espírito Santo e Goiás. Essa subida na curva de mortos começou a partir de novembro e depois ocorreram pequenos saltos perto das festas de Natal e Ano-Novo, no fim de janeiro e novamente agora, duas semanas após o feriado de Carnaval.

Para explicar o início da subida das mortes a partir de novembro, o professor de medicina social da FMUSP-Ribeirão Domingos Alves afirmou que faltou por parte de prefeitos e governadores a aplicação de medidas para conter a circulação.

“O Carnaval é responsável, mas eu atribuo grande parte da responsabilidade à falta de planejamento e de tentativa de controle dos pouco mais 5.000 prefeitos que nós temos no Brasil hoje e dos governadores”, explica o professor.

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