
Criada para apenas executar a obra da usina siderúrgica CSP, no Complexo do Pecém, a construtora Posco Engenharia e Construção do Brasil — estruturada no país pela sul-coreana Posco Engineering & Construction Co — entrou com pedido de autofalência na Justiça em setembro de 2025. O volume de dívidas da empresa pode chegar a R$ 1 bilhão.
A operação na usina foi iniciada em 2016, após um contrato avaliado em US$ 5,5 bilhões, valor que foi integralmente quitado à construtora. Apesar disso, fornecedores, prestadores de serviço e trabalhadores relatam falta de pagamento desde o início das atividades da siderúrgica.
Por conta do pedido de falência, a empresa conseguiu suspender execuções em curso, interromper a cobrança de juros e concentrar os processos em um único juízo. Assim, os credores passaram a disputar o recebimento dentro de um processo coletivo, diminuindo a expectativa de recuperação dos valores.
No documento, a empresa reconhece uma dívida de R$ 644 milhões. No entanto, a quantia é questionada pelos representantes dos credores. Segundo petições já anexadas ao processo, parte das cobranças apresentadas ficou fora da relação.
Apesar do volume de dívidas, informações trazidas pelo Uol indicam que a relação de bens apresentada pela empresa é limitada, constando um terreno em São Gonçalo do Amarante avaliado em R$ 1,1 milhão, um veículo sem condições de uso, pouco mais de R$ 100 em conta corrente e aplicações financeiras inferiores a R$ 5 mil.
Fonte: por Alex Torres/Bnews,
Publicado em 20/01/2026, às 15h25 – Atualizado às 16h28



