
TIRO NO PÉ: Estudo aponta 70% de menções negativas para Lula após desfile
O desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado no último domingo (15/02), no Sambódromo do Rio de Janeiro, gerou forte repercussão negativa e passou a ser tratado nos bastidores do governo como um episódio problemático para a imagem do petista.
O principal foco das críticas foi uma ala que representava a chamada “família tradicional” dentro de uma lata de conservas. A encenação acabou se tornando o símbolo da repercussão negativa, sobretudo entre públicos conservadores e religiosos. Nos bastidores, aliados do governo avaliaram que a representação criou atrito com um segmento que vinha sendo alvo de tentativas de aproximação, especialmente o eleitorado evangélico.
Segundo o estudo da Ativaweb, entre segunda e terça-feira (17/02), foram registradas cerca de 28,9 milhões de menções nas redes sociais relacionadas às imagens da ala. Desse total, 70,7% foram classificadas como negativas, associadas a críticas à representação e à percepção de ataque a valores culturais, familiares e religiosos. Já 21,8% das publicações foram positivas, defendendo a liberdade artística e a sátira política, enquanto 7,5% foram consideradas neutras.
A repercussão ganhou força em todas as regiões do país e foi impulsionada tanto por usuários comuns quanto por influenciadores e grupos políticos organizados. A temática acabou sendo apropriada por setores conservadores, que passaram a produzir e compartilhar imagens com inteligência artificial de “famílias conservadoras” dentro de latas metálicas, ampliando o alcance do debate.
Aliados do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, também exploraram o episódio nas redes sociais, classificando o desfile como um “tiro no pé” e uma oportunidade de mobilização política. O próprio senador gravou um vídeo direcionado a eleitores que se dizem neutros, questionando o uso de recursos públicos e criticando o conteúdo da apresentação.
Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio acabou gerando desgaste desnecessário e forneceu munição para adversários políticos, justamente em um momento em que o governo tenta ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade.
Fonte: O Globo/Informe baiano,



