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Toffoli recebeu dono do BTG e Pastore em resort de luxo no Paraná, diz site

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli recebeu os empresários André Esteves, proprietário do BTG Pactual, e Luiz Pastore, no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). O encontro foi revelado pelo site Metrópoles.

No vídeo divulgado pelo site, os empresários chegam ao resort em um helicóptero e são recebidos e abraçados pelo magistrado, de bermuda e camisa azul. Veja abaixo:

Mesmo sendo de propriedade de um fundo de investimentos, o hotel é conhecido na cidade paranaense como “resort do Toffoli”. O ministro é tratado como proprietário por funcionários, já fechou o estabelecimento para receber familiares e convidados e recebeu título de cidadão honorário da Câmara Municipal de Ribeirão Claro.

Como o resort compromete Toffoli

O ministro é relator do inquérito que investiga fraudes do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O proprietário do Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero e solto semanas depois, sob o cumprimento de medidas cautelares.

A provocação do parlamentar também foi embasada na determinação do magistrado de que os itens apreendidos na nova fase da Compliance Zero fossem enviados ao STF “lacrados e acautelados” para avaliação do material posteriormente, o que, num primeiro momento, impedia a análise das provas pela PF. Depois ele recuou da determinação.

O caso aumentou a pressão sobre o magistrado e diversos parlamentares passaram a cobrar que ele se declarasse impedido ou o STF o julgasse suspeito. As hipóteses de suspeição estão previstas nos Códigos de Processo Penal e Civil, que definem que um magistrado fica impossibilitado de exercer sua função em determinado processo quando houver vínculos subjetivos com algumas das partes.

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Já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes para que a PGR e o Senado instaurem procedimentos de apuração. A imprensa já noticiou: (1) irmãos do min. Toffoli estiveram registrados como controladores do resort de luxo Tayayá; (2) aportes milionários ao Tayayá por parte de indivíduos e estruturas jurídicas c/ ligações à JBS e ao Master, empresas que têm casos sob relatoria do ministro; (3) retirada de capital do negócio através de venda de cotas e transferência de R$ 33 milhões para offshore; (4) fundo proprietário do Tayayá registrado em endereço de fachada; (5) declarações da cunhada do min. Toffoli de que desconhece que o marido seja proprietário do Tayayá ou que a sede do fundo seja a sua casa; (6) declarações de funcionários do Tayayá de que o min. Toffoli é tido como o verdadeiro dono do resort até hoje e mantém barco e casa de seu uso exclusivo no local; (7) de acordo com registros de diárias de seus seguranças, o min. Toffoli passou pelo menos 168 dias no Tayayá, entre estes, 58 dias em 7 viagens após o resort ter sido vendido a Paulo Humberto Barbosa, advogado da JBS. A imprensa investigativa brasileira, neste caso em especial

, estão fazendo um trabalho fundamental para o país. Cabe agora a sociedade demandar que as autoridades competentes cumpram seu papel, diante deste caso que está afundando o tribunal constitucional brasileiro em sua mais grave crise. Gustavo Lima STJ

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