
O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, foi criticado após o PLD (Partido Liberal Democrata), do qual fazer parte, sugerir um alívio da dívida estudantil sob a condição de ter filhos, a fim de tentar conter o declínio da taxa de natalidade no arquipélago.
Kishida havia prometido no começo do ano “medidas sem precedentes” para lutar contra a queda da natalidade no Japão, um problema crônico e cada vez mais agudo.
“Exigir um filho em troca de uma redução da dívida estudantil é uma péssima medida para lidar com a baixa taxa de natalidade”, disse na última sexta-feira (03) a senadora Noriko Ishigaki, durante um debate na câmara alta do Parlamento do Japão, na presença do primeiro-ministro.
Kishida deu poucos detalhes sobre o conteúdo da proposta, e insistiu na necessidade de se “respeitar um debate livre e vigoroso” sobre o tema.
Masahiko Shibayama, deputado do PLD – que dirige a comissão que trabalha no assunto – assegurou à rede de TV Asahi que a medida tinha como objetivo apoiar financeiramente as famílias, e não penalizar os lares sem filhos: “Estamos apresentando isso como uma extensão do apoio à educação infantil, e não como uma política relacionada à natalidade.”
R7, 05/02/2023



