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Madrinha da milícia: deputada Lucinha é afastada pela Justiça

Alvo da Operação Batismo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (18/12), a deputada estadual Lúcia Helena de Amaral Pinto (PSD-RJ), mais conhecida como Lucinha, é investigada por atuar como braço político de um grupo miliciano do Rio de Janeiro.

Intitulada de “madrinha” pelas lideranças do grupo criminoso, a parlamentar foi afastada pela Justiça, por tempo indeterminado, de exercer atividades legislativas. Também foi proibida de manter contatos com determinados agentes públicos e políticos, e de frequentar a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Nascida e criada na zona oeste do Rio, a deputada é a quinta de seis filhos. Ela entrou na vida pública como ativista do Movimento Popular Organizado, nos anos 1980, bem como ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Ela foi eleita vereadora no Rio de Janeiro em 1996. Reeleita em 2000, presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a Máfia do IPTU – esquema de desvio milionário das rendas do imposto. A parlamentar teve quatro mandatos como vereadora.

Já em 2011, tomou posse como deputada estadual, tornando-se a candidata mais votada do PSDB para a Alerj.

Metrópoles tenta entrar em contato com a defesa da parlamentar. Procurado pelo portal, a Casa afirmou que “ainda não recebeu o comunicado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a deputada Lucinha” e reforçou que, assim que for informada, oficialmente, “tomará as providências cabíveis com base na decisão judicial”.

Em nota enviada ao Metrópoles, o Partido Social Democrático (PSD), sigla de Lucinha, disse que “aguardará o acesso aos autos para emitir posicionamentos adicionais”.

Operação Batismo

A ação é um desdobramento da Operação Dinastia, deflagrada pela PF em agosto de 2022, com o objetivo de desarticular organização criminosa formada por milicianos com atuação na zona oeste do Rio.

Cerca de 40 policiais federais cumprem oito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), nos bairros de Campo de Grande, Santa Cruz e Inhoaíba, todos na zona oeste, bem como em gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O trabalho foi desenvolvido pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF e pela Delegacia de Repressão a Drogas (DRE) em conjunto com Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Procuradoria- Geral de Justiça (PGJ).

 

 

 

 

 

Metrópoles, 18/12/2023

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