
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou que a eventual aprovação do voto impresso, atualmente discutida no Congresso, teria como consequência um “desejo imenso de judicialização” dos resultado eleitorais. “Nós vamos criar o caos no sistema que funciona muitíssimo bem”, disse Barroso, em entrevista à Globo news.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), criou uma comissão especial para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada Bia Kicis (PSL), que obriga o voto impresso. O texto determina a impressão de cédulas em papel na votação e apuração de eleições, plebiscitos e referendos no país.
Barroso afirmou ainda que, em uma democracia, nenhum tema é “tabu”, mas reforçou que a urna eletrônica é “totalmente confiável”. “Nós temos elementos mais do que suficientes para demonstrar a absoluta confiabilidade do sistema. Eu não parto do pressuposto de má-fé. Eu sempre parto do pressuposto de que as pessoas estão de boa-fé. E, portanto, acho que há um certo grau de desconhecimento sobre como o sistema funciona e como ele pode ser auditado. Para usar a palavra da moda, ele pode ser conferido na sua integridade. A cada passo”, declarou.
O ministro informou que gravou recentemente o passo a passo da demonstração do funcionamento do sistema e de como pode ser verificado por partidos e pelo Ministério Público. “Eu espero, com isso, afastar qualquer tipo de dúvida de quem a cultive. Embora as pesquisas demonstrem que a maior parte da população confia no sistema”, completou.
Fonte: Atarde, 06/05/2021



