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Justiça determina que Coelba indenize funcionária em R$ 10 mil por assédio

A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) foi condenada a indenizar em R$ 10 mil, por dano moral, uma funcionária vítima de assédio e perseguição por parte de superiores hierárquicos. De acordo com a mulher, grávida, ela foi penalizada injustamente e era explorada no trabalho.

A trabalhadora alegou que, em meados de agosto de 2019, já gestante, começou a sofrer os maus tratos. Segundo ela, uma vez estava trabalhando fora da sede, longe de locais para se alimentar, e por isso utilizou, com a autorização do seu supervisor, o veículo da empresa para comprar uma refeição. Sem vedação no código de ética da empresa, ela foi surpreendida com uma suspensão de seis dias, quatro dias após o fato. Ao retornar, ela se deparou com todas as suas responsabilidades transferidas a um colega.

Além disso, a Justiça determinou que fossem pagas duas horas extras à empregada, que trabalhava aos finais de semana atendendo ligações e respondendo mensagens através de aplicativos, por cada final de semana trabalhado durante todo o vínculo de emprego.

A decisão foi da juíza substituta do TRT5-BA Adriana Manta da Silva, da 24ª Vara do Trabalho de Salvador. Ela utilizou a técnica de julgamento com perspectiva de gênero como fundamento. Da decisão, ainda cabe recurso.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Metro1, 21/12/2021

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