
O almirante e ex-ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro Bento Albuquerque prestou depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (14) a respeito do caso dos presentes enviados pelo governo saudita ao Brasil. O depoimento foi feito por videoconferência do Rio de Janeiro e durou cerca de uma hora. O ex-assessor dele, Marcos Soeiro, que estava com as joias na bagagem, também apresentou sua versão à PF.
Aos investigadores, Bento Albuquerque afirmou que os pacotes de joias seriam presentes de Estado, entregues por um oficial do governo saudita quando a comitiva brasileira já se preparava para retornar ao país.
Em outubro de 2021, ao voltar de uma viagem da Arábia Saudita, a comitiva do ex-ministro, que havia representado o ex-presidente Jair Bolsonaro em um evento, tentou entrar no país com joias avaliadas em mais de R$ 16 milhões. O conjunto com colar de diamantes acabou apreendido no aeroporto de Guarulhos. Assessores do então presidente tentaram liberar as joias, e um segundo pacote, com relógio e anéis, passou irregularmente pela alfândega e foi incorporado ao acervo pessoal de Jair Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente afirmou ao TCU (Tribunal de Contas da União) que entregará esse segundo pacote, antecipando-se a uma decisão que o tribunal deveria tomar em julgamento do plenário nesta quarta-feira (15).
A Receita quer saber por que a comitiva não seguiu o roteiro tradicional do regime de importação para a incorporação de bens públicos, que determina que presentes como joias e objetos de valor sejam colocados no acervo da Presidência da República e se tornem bens públicos.
R7, 14/03/2023



