
A influenciadora Deolane Bezerra continuará presa após decisão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou nesta terça-feira, 9, um recurso apresentado por sua defesa.
Com o entendimento dos ministros, permanece válida a prisão preventiva decretada contra ela no âmbito de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo.
Durante o julgamento, a ministra Maria Marluce Caldas votou pela rejeição do agravo regimental protocolado pelos advogados da influenciadora. O colegiado acompanhou o entendimento da relatora, mantendo a decisão anterior que já havia impedido a soltura.
Defesa tentava reverter prisão
Os advogados de Deolane buscavam derrubar a ordem de prisão por meio de um recurso apresentado ao STJ. A estratégia foi adotada após a Presidência da Corte rejeitar um pedido de habeas corpus sob o argumento de que ainda existiam recursos pendentes de análise na Justiça paulista.
Polícia investiga suposto esquema financeiro
A prisão ocorre no contexto de uma investigação que apura a atuação de uma organização suspeita de movimentar recursos de origem ilícita.
Segundo a Polícia Civil, Deolane teria sido indiciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os investigadores apontam que sua notoriedade pública teria sido utilizada para dar aparência de legalidade a operações financeiras sob suspeita.
O inquérito também cita Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de outros investigados.
Influenciadora nega envolvimento
Desde a prisão, os advogados vêm adotando medidas judiciais para tentar revogar a preventiva. Com a decisão da Quinta Turma do STJ, no entanto, a situação processual da influenciadora permanece inalterada.
Até a publicação desta matéria, a defesa não havia se pronunciado sobre o resultado do julgamento.



