
Os contratos, que continuam em vigor, apontam que a bisteca seria dividida também com funcionários da Funai – agora, Fundação Nacional dos Povos Indígenas. Os 32 servidores que trabalham no local teriam um quilo de bisteca por dia, durante todo o ano.
“Nem tudo que constitui a cesta básica contempla uma alimentação específica desses indígenas. Era um desperdício, realmente, do dinheiro público. Parte dos alimentos chegava sem condições para consumo, mas a ordem era entregar”, disse Mislene Metchacuna Martins Mendes, atual diretora de administração e gestão da Funai.
As cestas que chegaram aos 13.330 marubos, kanamaris e korubos continham apenas produtos secos, como farinha, arroz e sabão. Os contratos assinados tinham valor de R$ 568,5 mil.
O Vale do Javari, conhecida por ser uma das regiões mais isoladas do mundo, é do tamanho do estado de Santa Catarina. As empresas que ganharam as licitações para fornecer a carne ficam em Manaus, a mais de mil quilômetros das cidades que dão acesso ao território.



