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Prefeita de Cansanção e família são condenados por desvio de R$ 26 milhões dos cofres públicos

A prefeita de Cansanção, Vilma Gomes (MDB), seu marido e ex-prefeito Ranulfo da Silva Gomes, e a filha do casal, Pollyana Oliveira Gomes, foram condenados pela Justiça a penas de até nove anos de prisão por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que desviou mais de R$ 26 milhões dos cofres públicos entre 2011 e 2015. A cidade fica a 353 km de Salvador.

A acusação, apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), descreveu o trio como parte de uma “organização criminosa contra a Administração Pública”. As investigações, conduzidas pela Operação Making Of em 2015, revelaram fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O juiz destacou que os contratos superfaturados geraram enormes prejuízos ao município. Ele também mencionou que Ranulfo ignorou alertas do procurador do município sobre a impropriedade de contratar empresas associadas a ele. Vilma Gomes, na época secretária da Saúde, foi acusada de lavar dinheiro ao repassar valores dessas empresas, sem justificativas contábeis para as transações, o que evidenciou a tentativa de ocultar a origem dos recursos.

Pollyana Oliveira Gomes foi condenada por usar a empresa Taveira Comercial de Combustíveis para participar de licitações em Cansanção, planejando o envolvimento da família em contratos públicos. O MPF argumentou que a empresa foi registrada em nome de terceiros para driblar os impedimentos legais.

Defesa da família

A reportagem tentou contato com a assessoria da prefeitura de Cansanção, mas não obteve resposta até a publicação. Ranulfo negou as acusações, afirmando que as transações financeiras com o posto Taveira eram legítimas e que o posto recebeu mais de sete milhões do município pelo fornecido de combustível.

Pollyana argumentou que administrava a Taveira Comercial de Combustíveis de forma legítima após seu pai assumir a prefeitura, e seus advogados contestaram a denúncia por falta de descrição clara dos fatos e interesses criminosos.

Vilma Gomes alegou que não movimentou recursos ilícitos e que a acusação de lavagem de dinheiro era restrita, pois o valor contestado não correspondia aos montantes obtidos ilegalmente.

 

 

 

 

 

Fonte: Aratu Notícias, 22/08/2024

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