
O veículo de luxo modelo Lamborghini Huracán TE, ano 2023, apreendido com o rifeiro José Roberto Santos, conhecido como Nanan Premiações, durante a Operação Falsas Promessas, será leiloado no dia 22 de julho. O valor inicial dos lances é de R$ 3,050 milhões e o montante arrecadado com a venda do veículo será destinado ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). O leilão será realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), e é organizados pela Sampaio Leilões, empresa credenciada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJJSP).
As duas peças-chave do esquema que foram alvos dessa fase da operação são Nanan e a sua esposa, que são descritos pela polícia, que não os identificou, como um casal de rifeiros que lidera o esquema criminoso. Segundo informações da polícia, os dois foram presos nas primeiras horas das ações, em um condomínio de luxo, localizado na Estrada do Côco, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Considerado um dos rifeiros mais famosos da Bahia, entre os prêmios sorteados por ele estão carros de luxo, jet ski e dinheiro. Antes de ser preso, Nanan publicou registros de uma caminhonete e uma moto que seriam, em teoria, entregues aos vencedores de uma rifa. Os prêmios refletem a vida de luxo, ostentada nas redes sociais.
Durante a segunda fase da Falsas P Polícia Civil da Bahia cumpriu 22 mandados de prisões preventivas, incluindo cinco policiais militares, além de 30 mandados de busca e apreensão e seis medidas cautelares diversas da prisão. Entre os presos estão quatro investigados identificados como lideranças da organização criminosa, localizados nos municípios de Vera Cruz, Juazeiro e na Região Metropolitana de Salvador, além de um integrante capturado no estado de São Paulo.
As investigações apontam que policiais militares da ativa e ex-PMs faziam parte do esquema, oferecendo proteção, fornecendo informações privilegiadas e, em alguns casos, atuando diretamente como operadores das rifas fraudulentas. O grupo utilizava redes sociais para divulgar rifas de centavos com prêmios de alto valor, como veículos de luxo, e atraía um grande número de participantes. No entanto, os sorteios eram manipulados e os prêmios frequentemente entregues a integrantes da própria organização, com o objetivo de legitimar o esquema e ampliar os lucros.
Durante as diligências foram apreendidos veículos de luxo, relógios, dinheiro, celulares e notebooks. O Poder Judiciário autorizou o sequestro de até R$ 10 milhões por CPF ou CNPJ investigado, somando um bloqueio total de R$ 680 milhões em bens e valores.
Fonte: Correio/BA, 12/07/2025



