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Bolsonaro decide não ir a julgamento, diz defesa

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu não comparecer ao julgamento do plano de golpe que começa nesta terça-feira (2), na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). A informação foi confirmada à CNN pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.

A defesa diz que o ex-presidente gostaria de ir ao STF, mas as condições de saúde prevaleceram para que ele, que está em prisão domiciliar, decidisse não comparecer às sessões que podem condená-lo a mais de 40 anos de prisão por acusação de tramar um golpe de Estado.

A ida de Bolsonaro ao STF dividiu seu entorno. Advogados, médicos e familiares recomendaram que ele ficasse em casa e assistisse pela TV por causa da saúde. Já aliados políticos defendiam que o ex-presidente comparecesse para passar um recado político.

Soluços

Aliados de Jair Bolsonaro dizem que o ex-presidente está sereno às vésperas do julgamento que pode condená-lo por plano golpista. Apesar disso, apresenta uma forte crise de soluço.

Nesta segunda-feira (1º), Bolsonaro recebeu a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a parlamentar fez uma oração pelo ex-presidente.

Como mostrou a CNN, a maioria dos réus por tentativa de golpe de Estado deverá acompanhar pela televisão o julgamento na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), que começa nesta terça-feira (2), às 9h.

Sem presença obrigatória, os ex-integrantes do núcleo duro do governo Jair Bolsonaro (PL) querem evitar a exposição durante a análise do caso, em que podem terminar condenados por um plano de golpe.

Já o general Walter Braga Netto, preso desde dezembro de 2024 na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, acompanhará o julgamento por videoconferência, informou o advogado José Luís de Oliveira Lima. O ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, em 2022, é acusado de ser um dos líderes da trama.

Dos oito acusados, quatro confirmaram que não comparecerão, orientados por suas defesas. Segundo apurou a CNN, o general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional); o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier; e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, assistirão ao julgamento de casa.

Ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) ainda não se posicionou sobre como acompanhará as sessões que analisarão o plano de golpe.

O julgamento está previsto para ir até o dia 12 de setembro. O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, marcou sessões em cinco dias para as discussões.

Em dois deles, o julgamento ocorrerá das 9h às 12h. Nos outros três dias, haverá duas sessões diárias: uma das 9h às 12h e outra das 14h às 19h.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CNN Brasil, 01/09/2025

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