
O júri popular dos três homens acusados pela morte da cantora gospel Sara Freitas, previsto para esta terça-feira (25/11), foi adiado após a defesa abandonar o plenário alegando falta de estrutura no fórum onde ocorreria a sessão. O julgamento estava marcado para o Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias D’Ávila, mais de dois anos após o crime registrado em outubro de 2023.
O promotor Aldo Rodrigues, do Ministério Público da Bahia, afirmou que o abandono causou estranhamento porque o julgamento no fórum já estava previsto há meses. Ele classificou o ato como um desrespeito ao Judiciário, à população de Dias D’Ávila e aos próprios réus, que seguem presos.
Em abril de 2025, o ex-motorista de aplicativo Gideão Duarte foi condenado a 20 anos e 4 meses de prisão por conduzir a cantora ao local onde o grupo se encontrava. Os outros três denunciados — Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves — aguardam julgamento após apresentarem recursos na época.
As investigações apontam que Ederlan Mariano teria determinado a execução. Gideão levou Sara Freitas ao ponto combinado, Victor Gabriel teria imobilizado a vítima, e um homem identificado como Bispo Zado a esfaqueou. A acusação inclui feminicídio por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa.
Os investigados admitiram ter dividido R$ 2 mil, valor que teria sido entregue por Ederlan.



