
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a carta de saída do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele deve permanecer no cargo até esta sexta-feira (9), conforme confirmado por uma fonte à IstoÉ.
Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça em fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). A exoneração do ministro ainda deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A IstoÉ apurou que o ministro já havia se reunido com seus secretários e assessores nos últimos dias de 2025 para comunicar sua saída. Os principais braços direitos do ministro, como o secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, também deixarão a pasta.
Estão vinculados ao Ministério da Justiça a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional. O ministro, no entanto, deixa a pasta sem conseguir aprovar a PEC da Segurança Pública no Congresso.
Ricardo Lewandowski formou-se em direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo e iniciou a carreira jurídica em 1990. No ano de 2006, ingresso no STF após indicação do presidente Lula.
Além disso, Lewandowski já foi presidente do CNI (Conselho de Assuntos Jurídicos da Confederação Nacional da Indústria), do Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul.
Lewandowski também foi relator de decisões emblemáticas para a história do Brasil, como as que confirmaram a a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a proibição do nepotismo no serviço público e a adoção de cotas raciais em universidades federais.



