
A médica Olívia Paroschi Jafar foi solta neste sábado, 18, após pagar fiança, depois de permanecer presa por mais de dez dias.
Ela é investigada por suposta participação em um esquema que teria desviado R$ 27 milhões por meio da venda de livros para prefeituras de Mato Grosso do Sul. A defesa confirmou a soltura, mas não informou o valor da fiança.
Como medidas cautelares, a Justiça determinou que Olívia
- use tornozeleira eletrônica;
- compareça sempre que for convocada;
- não mantenha contato com familiares que continuam presos.
Operação Gutenberg
A médica foi presa durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo o Ministério Público, a organização utilizava a regulação de vagas do SUS como forma de pressionar prefeituras a contratar a Editora Avante para a compra de livros paradidáticos. O esquema teria movimentado cerca de R$ 27 milhões entre 2022 e 2024.
As investigações apontam que o grupo orientava gestores municipais sobre como direcionar licitações e justificar contratações sem concorrência. O coordenador de regulação da Secretaria de Estado de Saúde, Ed Carlo Britto Burgatt, também é investigado por, supostamente, favorecer ou prejudicar municípios conforme os interesses da organização.
O que diz a defesa da médica?
Os advogados sustentam ainda que a médica sempre atuou exclusivamente na profissão, não exercia funções de gestão nas empresas investigadas e que o contrato dela com a Santa Casa se refere apenas à prestação de serviços médicos, sem relação com os fatos apurados.



