
O senador Otto Alencar (PSD) concedeu entrevista ao jornal Estado de S. Paulo que provocou repercussão no meio político baiano. Na conversa, Otto afirmou que uma “chapa carniça” pode dar “problema”, ao comentar a possibilidade de uma composição formada pelo governador Jerônimo Rodrigues, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Jaques Wagner, todos do PT.
Na prática, Otto fez um jogo de palavras. Ele não chamou diretamente de “carniça” a eventual chapa formada por Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, mas disse que uma composição exclusivamente petista – a chamada chapa puro-sangue – é politicamente ruim (nas palavras dele, uma carniça) e pode levar à derrota do grupo político.
Já em entrevista ao site da revista Veja, o senador declarou acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará diretamente da decisão sobre a composição ideal para a disputa pelo governo da Bahia.
“Esse tema ainda vai render bastante. É cedo para falar em chapa fechada. A decisão deve passar pelo terceiro andar do Palácio do Planalto”, afirmou Otto, em referência ao local onde Lula despacha.
Nota da assessoria do senador Otto Alencar sobre a reportagem do Estadão
Em nenhum momento o senador utilizou qualquer termo pejorativo para se referir a adversários políticos ou aliados, tampouco a expressão que lhe foi atribuída.
Presidente do PSD na Bahia e da CCJ no Senado, Otto Alencar apenas relembrou, em entrevistas, que chapas chamadas de “puro-sangue”, historicamente, não obtiveram êxito eleitoral, citando como exemplo a eleição de 2006 na Bahia, quando uma chapa da oposição, encabeçada pelo mesmo partido (Paulo Souto / Eraldo Tinoco) foi derrotada por Jaques Wagner, que se elegeu governador do Estado.
O senador Otto reafirma seu compromisso com o debate político, respeitoso e responsável e rechaça a distorção de suas declarações.
Fonte: Rodrigo Daniel Silva/Correio da Bahia,



