
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria admitido a interlocutores que teve voos e hospedagens, durante uma viagem a Portugal, custeados por Antônio Carlos Camilo Antunes. Conhecido como “Careca do INSS”, Antunes está preso sob suspeita de corrupção de agentes públicos para manter um esquema bilionário de fraudes que lesou aposentados e pensionistas do instituto.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Lulinha teria relatado que viajou com Antunes para visitar uma fábrica de produção de cannabis para fins medicinais, mas negou ter fechado negócio ou recebido qualquer outro pagamento do empresário. A conexão entre ambos surgiu quando um ex-funcionário de Antunes afirmou à Polícia Federal que os dois seriam sócios e que o lobista pagava R$ 300 mil mensais ao filho do presidente. Além disso, as investigações sobre o esquema fraudulento encontraram trocas de mensagens em que o “Careca” providenciava montantes para o “filho do rapaz”, embora o destinatário não tenha sido identificado nominalmente nas conversas.
Com base nesses indícios, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS autorizou a quebra do sigilo bancário de Lulinha. Já Antunes foi preso sob a suspeita de representar entidades que realizavam descontos indevidos a beneficiários e de efetuar pagamentos milionários a ex-dirigentes da autarquia.
Segundo o relato de Lulinha, Antunes aproximou-se dele com o intuito de compreender questões regulatórias da cannabis medicinal junto à Anvisa. Por esse motivo, encontraram-se algumas vezes na mansão de Roberta, localizada no Lago Sul, em Brasília. Na ocasião, Antunes teria manifestado interesse em adquirir uma fábrica de cultivo de cannabis na região de Aveiro, cidade costeira conhecida como a “Veneza” de Portugal.
Fonte: 02/03/26 – 11h27minEmNotícias/ISTOÉ,
Atualizado em02/03/26 – 13h34min



