
A modelo e maquiadora Ana Luiza Mateus, de 29 anos, que foi encontrada morta nesta quarta-feira (22) após cair do 13º andar de um prédio no bairro da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, era natural de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, e buscava consolidar a carreira no mundo da moda.
Ana havia se mudado para a capital fluminense há cerca de um ano em busca de novas oportunidades profissionais. A baiana ganhou projeção ao se candidatar ao concurso Miss Cosmo Brasil 2026, onde representaria o estado nativo.
A morte ocorreu da noite da última terça-feira (21) para a madrugada de hoje, momento em que a modelo estaria em uma discussão com o namorado, identificado como Tarso Ferreira. A queda teria acontecido por volta das 5h30. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O namorado da vítima foi preso em flagrante sob suspeita de feminicídio e, segundo a polícia, se declarou “culpado”.
De acordo com relatos de testemunhas, o casal foi visto discutindo ao chegar ao condomínio onde o suspeito morava. Os funcionários do prédio chegaram a orientar Ana Luiza a deixar o local caso o homem retornasse.
Informações da investigação apontam que o relacionamento, de cerca de três meses, era marcado por conflitos recentes: “Havia entre eles uma relação muito abusiva, e uma discussão acalorada nos últimos dias e nesta madrugada especialmente houve uma espécie de guerra entre eles”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Renato Martins, ao g1.
Ainda segundo a autoridade policial, o suspeito teria tentado alterar a cena do crime e apresentava comportamento ciumento em relação à vítima. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
“A organização Miss Cosmo Brasil manifesta profundo pesar pela morte de Ana Luiza Mateus, candidata inscrita ao título de Miss Cosmo Brasil 2026, representando o estado da Bahia.
Ana Luiza era uma jovem em ascensão que construía com esforço e talento sua trajetória no universo Miss.
Diante das informações sobre o ocorrido, o caso convoca a uma reflexão urgente sobre a violência contra a mulher no Brasil. O feminicídio não pode ser tratado como estatística ou rotina. É uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade, compromisso e ação coletiva.
Ana Luiza não será esquecida.
Fabrício Granito (CEO)”
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