
Uma petição inicial do Ministério Público Federal (MPF) coloca sob suspeita a gestão da prefeita de Cansanção, Vilma Gomes (MDB), conhecida como “A Mamãe”.
A peça acusatória detalha um complexo esquema de inserção de dados falsos no sistema educacional, que teria como objetivo o desvio de recursos federais e a utilização da máquina pública para fins eleitorais.
A fraude consistiria na criação de turmas fictícias e na inclusão de alunos que sequer residem no município. Com o número de matrículas inflado, a prefeitura garantia um repasse maior do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Excesso de pessoal
A investigação sugere que o aumento artificial de alunos serviu de pretexto para a contratação em massa de servidores temporários. De acordo com os autos, a Lei Municipal 002/2024 previa 2.518 vagas.
Para o MPF, essas contratações visavam criar uma “moeda de troca eleitoral”, gerando dependência financeira na população local e abrigando possíveis “servidores fantasmas”.
“A gestão teria conferido uma aparência de legalidade ao uso indevido da máquina pública”, afirma o texto da petição.
Diligências
O procurador do caso solicitou uma auditoria detalhada da Controladoria-Geral da União (CGU) nos fluxos financeiros da prefeitura. S
Caso comprovadas as irregularidades, os envolvidos podem responder por falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema público, crime de responsabilidade e malversação de verbas federais.



