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Ponte Salvador-Itaparica: secretaria criada por Jerônimo já gastou R$ 160 milhões em 2026

Criada no fim do ano passado, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte), criada pelo Governo Jerônimo para tratar dos assuntos relacionados à Ponte, já gastou quase R$ 160 milhões apenas nos primeiros meses de 2026. Os dados foram disponibilizados pelo Portal da Transparência do Governo da Bahia ao Bahia Notícias, parceiro do Blog do Valente.

Os pagamentos somam R$ 159,96 milhões e foram realizados em março deste ano, conforme o sistema do estado. Segundo a gestão Jerônimo, o valor foi utilizado para regularizar o primeiro aporte previsto no contrato de concessão firmado entre o Estado da Bahia e as empresas chinesas CRCC e CCCC.

O montante representa 96% dos custos com pagamentos realizados pela SVPonte, criada há menos de sete meses pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para gerenciar o projeto da ponte, prometido desde 2009 pelo então governador Jaques Wagner.

O investimento corresponde ao primeiro dos R$ 3,3 bilhões em aportes públicos previstos no contrato. De acordo com o novo acordo avalizado no ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), o governo baiano deverá pagar, nos primeiros dez anos de contrato, até R$ 271,6 milhões por ano.

Com isso, ainda restam R$ 114,3 milhões a serem depositados em 2026 pelo Governo da Bahia para a construção da ponte, cujas obras ainda não começaram.

O valor estimado do contrato é de R$ 6,9 bilhões. Desse total, R$ 3,3 bilhões serão de investimentos públicos do governo estadual, enquanto o restante ficará sob responsabilidade da concessionária formada pelas empreiteiras CCCC e CR20.

Durante os 35 anos de concessão, os valores projetados chegam a R$ 8,9 bilhões em recursos privados, sendo R$ 8,6 bilhões previstos para os seis primeiros anos.

O contrato anterior tinha valor estimado de R$ 7,6 bilhões, mas os aportes públicos eram menores, em torno de R$ 1,5 bilhão.

Andamento do projeto

Após duas décadas de promessas, a expectativa é que as obras da Ponte Salvador-Itaparica sejam iniciadas em 2026. Notícias indicam que o navio com as primeiras peças da obra, vindas da China, chegou a Salvador com mais de 800 toneladas de materiais.

A carga saiu do Porto de Xangai, na China, no dia 30 de março, em 44 contêineres transportados por um navio que percorreu cerca de 17 mil quilômetros até a capital baiana.

“Esse material será transportado para Maragogipe, onde, na enseada, será instalado um canteiro de obras. Parte também seguirá para Vera Cruz, para que os canteiros possam ser montados e, a partir daí, começa efetivamente a obra da ponte. Esse material será descarregado entre hoje e amanhã e depois transportado por caminhões até Maragogipe”, explicou Jerônimo.

O carregamento reúne 1.550 itens, entre painéis de vigas Bailey, estruturas metálicas, parafusos de suporte e pinos de trava, materiais considerados essenciais para o início das intervenções no mar.

A previsão é que as obras da ponte comecem no início do mês de junho.

Os materiais serão utilizados na montagem de uma plataforma provisória, estrutura que dará suporte à circulação de máquinas, equipes técnicas e equipamentos ao longo das futuras frentes de serviço da obra.

Como parte da preparação para o início das obras, um guindaste de 60 toneladas já chegou ao canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe.

Ainda nesta terça-feira (19), começaram a ser entregues 3.900 toneladas de tubos de aço, o equivalente a cerca de 400 caminhões, que serão usados nas etapas iniciais da implantação da plataforma de trabalho em água.

Parceria Público-Privada

Responsável pela implantação, operação e manutenção do novo sistema rodoviário, a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica é formada por dois grupos empresariais chineses com atuação internacional nas áreas de infraestrutura e logística: China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC).

O contrato firmado entre a concessionária e o Governo da Bahia, no modelo de Parceria Público-Privada (PPP), prevê prazo total de 35 anos de concessão. Desse período, um ano será destinado a estudos, licenciamento e elaboração do projeto executivo, cinco anos para construção e 29 anos para operação do sistema.

 

 

 

 

 

 

Fonte:  Por /Blog do Valente,

 

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