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Esposa de desembargador pagou por mansão de R$ 2 milhões com dinheiro vivo após marido liberar chefe do PCC

A esposa do desembargador Divoncir Schreiner Maran, Viviane Alves Gomes de Paula, passou a ser alvo de questionamentos em um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que investiga a atuação do magistrado na decisão que concedeu liberdade ao megatraficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do g1.

Segundo o documento, Viviane realizava pagamentos elevados em dinheiro vivo durante a construção de uma mansão em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O imóvel foi erguido em um condomínio de alto padrão após a compra de um terreno pelo casal, em 2020. De acordo com o inquérito, a obra custou mais de R$ 2,1 milhões.
As investigações apontam que os pagamentos a fornecedores e prestadores de serviço eram feitos diretamente em espécie. Conversas interceptadas pela Polícia Federal mostram que Viviane evitava utilizar cartão e organizava encontros presenciais para entregar os valores.
Desembargador concedeu prisão domiciliar para megatraficante por Reprodução

Em uma das mensagens obtidas pelos investigadores, ela afirma ao arquiteto responsável pela obra: “Pra mim, fica melhor eu te dar dinheiro todo mês. Esse mês aconteceu de eu te dar picado, porque eu peguei uma parte do dinheiro, depois outra. Saiu tudo picado”.

A Polícia Federal destaca que a reforma começou em 2021, cerca de um ano depois de Divoncir Schreiner Maran conceder prisão domiciliar a Gerson Palermo, condenado a mais de 120 anos por tráfico de drogas. O criminoso rompeu a tornozeleira eletrônica poucas horas após deixar o presídio e fugiu.

Além da obra, o casal também contratou móveis planejados avaliados em aproximadamente R$ 650 mil. Em outra conversa anexada ao relatório, Viviane solicita um encontro com o fornecedor para quitar parte do valor. “Precisamos marcar para eu acertar com você. Você vem até mim? Estou aqui no TRE. Me avise quando chegar na frente”, escreveu.

Os investigadores afirmam que há indícios de pagamentos feitos diretamente dentro de veículos e sem registros formais. Em outro trecho das mensagens, durante negociação para compra de ferragens no valor de R$ 40 mil, Viviane pergunta ao vendedor: “Veja pra mim quanto dá pra fazer no dinheiro”.

O comerciante demonstra surpresa ao confirmar que o pagamento seria em espécie. “É doido!”, respondeu ele, sugerindo que a operação fosse realizada por cartão, PIX ou boleto bancário. Segundo a Polícia Federal, até o momento não foi possível identificar a origem do dinheiro utilizado nos pagamentos relacionados à obra e aos serviços contratados pelo casal.

 

 

 

 

 

 

Fonte: por Wendel de Novais/Correio da Bahia,

Publicado em 26 de maio de 2026 às 10:47
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