
Os cerca de R$ 480 mil apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, realizada na quinta-feira (19/06), em endereços ligados ao senador Jaques Wagner (PT), superam em aproximadamente R$ 143 mil o total de diárias recebidas pelo parlamentar durante seu mandato no Senado Federal.
Após a operação, Wagner afirmou ao jornalista baiano Victor Pinto, da Band, que o dinheiro tinha origem legal e estaria relacionado a diárias recebidas em viagens oficiais realizadas desde o início de seu mandato.
“De 2019 para cá, recebi aproximadamente US$ 70 mil em diárias para viagens internacionais. Em outras ocasiões, também comprei dólares e euros no Banco do Brasil, onde mantenho conta, para custear deslocamentos ao exterior. Não tenho nada a esconder sobre esse dinheiro”, declarou o senador.
Dados do Senado Federal mostram que Jaques Wagner recebeu cerca de R$ 337 mil em diárias entre 2019 e 2026. O valor corresponde a despesas com hospedagem, alimentação e locomoção durante missões oficiais, sem incluir passagens aéreas.
A diferença entre o total das diárias recebidas e o montante apreendido pela Polícia Federal é de aproximadamente R$ 143 mil.
Jaques Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo os investigadores, há indícios de que o senador teria atuado em favor de interesses do banco e de empresários ligados ao grupo investigado, entre eles Daniel Vorcaro e Augusto Lima.
A Polícia Federal apura se vantagens indevidas teriam sido oferecidas em troca de influência política. Wagner nega irregularidades e afirma que provará a origem lícita dos recursos encontrados.



