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Bahia segue com um dos piores IDEB do Brasil, diz Relatório

Apesar de circular a teoria (já desmentida por linguistas) de que a palavra “aluno” tem derivação latina de “sem luz”, é possível dizer que a educação pública na Bahia é, sim, iluminada. Entretanto, pela luminosidade vinda das ‘lanternas’ (últimas posições) dos índices de desempenho educacional no estado.

Além de ter o pior aproveitamento de estudantes nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), com um indicador de rendimento de 0,91, a Bahia é o estado do Nordeste com pior avaliação no Ensino Médio, atrás apenas do Rio de Janeiro no âmbito nacional.

Queda nos indicadores

Em comparação com a edição anterior, houve uma queda nos indicadores apresentados. A nota geral do Ideb é mensurada pelos resultados de aprovação escolar juntamente com o desempenho dos alunos em exames padronizados.

Apesar da melhora global, para o vice-presidente de educação da Fundação Lemman, Felipe Proto, é preciso não se deixar enganar pelos números, visto que a situação desse período educacional ainda enfrenta grandes desafios: “Mesmo com a melhora, os anos finais seguem apresentando baixos resultados de aprendizagem e exigem políticas que garantam a permanência dos estudantes, fortaleçam o vínculo com a escola e enfrentem as desigualdades que limitam as oportunidades educacionais”.

O ranking dos anos finais tem como líder o Paraná, com nota 5,8, seguido por Ceará e Goiás, com 5,7.

Pior Ensino Médio

É a Bahia também que ostenta os piores resultados nas avaliações do Ensino Médio, a partir das notas de Lingua Portuguesa e Matemática. Apesar de ter um leve aumento geral no Ideb de 0,1 – sendo agora 3,8, – a Bahia ainda ocupa a 26ª posição entre os estados e ostenta a marca de pior em comparação com os demais nordestinos.

Para o representante da Fundação Lemann, organização filantrópica que atua pela alfabetização e educação no país e na formação de lideranças, os impactos da pandemia ainda são percebidos no relatório e ainda não foram superados, especialmente na gestão da educação baiana.

“É importante lembrar que a pandemia teve impacto negativo sobre a aprendizagem dos estudantes no Ensino Fundamental 1, fase de alfabetização. Não podemos desconsiderar os outros desafios do Ensino Fundamental 2, quando muitos estudantes apresentam nesta etapa defasagens acumuladas de aprendizagem e passam por importantes transformações cognitivas, físicas, emocionais, sociais e identitária”

Segundo Ponto, uma forma de melhorar os índices educacionais na Bahia exige “uma colaboração efetiva entre União, estados e municípios, que deve ter continuidade nas políticas implementadas no Estado, com foco na aprendizagem”.

 

 

 

 

 

 

Fonte: por Lucas Pereira/Correio da Bahia,

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 05:30
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