BRASILDESTAQUEPOLÍTICA

Em abril, Moraes disse “jamais ter viajado em nenhum avião de Vorcaro”. Veja vídeo

O vídeo divulgado neste domingo (20/9) que mostra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) desembarcando de um jatinho que seria de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, contradiz a primeira versão dada pelo ministro, em abril de 2026, quando surgiram as especulações de que o magistrado teria usado aeronaves do banqueiro.

“O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, afirmou em nota, na ocasião, o gabinete de Moraes.

 

O vídeo, divulgado primeiro pelo jornal O Globo, mostra Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A essa altura, o Banco Central (BC) já havia indicado fortes indícios de crime de gestão fraudulenta nas operações entre o Master e o Banco de Brasília (BRB).

Quando apareceram as primeiras especulações de que Moraes e sua esposa teriam viajado diversas vezes em aeronaves relacionadas as empresas de Vorcaro, o escritório Barci de Moraes afirmou em nota que contrata diversos serviços de taxi aéreo, e que entre os que já foram em algum momento contratados está o da empresa Prime Aviation.

“Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais. A contratação desses serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos”, diz o texto.

Daniel Vorcaro foi preso em março deste ano após investigação da PF sobre lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro. Em novembro de 2025, o Banco Master foi liquidado após o BC identificar problemas de liquidez.

A instituição já enfrentava riscos e era observada pelo BC pelo alto custo de captação e investimentos de alto risco, como os títulos de renda fixa, as Cédulas de Depósito Bancário (CDB) que pagavam até 40% acima da média do mercado.

No entanto, o BRB comprou cerca de R$ 12 bilhões em créditos podres do Master, ou seja, que não existem, deixando um rombo gigantesco nas contas do banco público. A PF apura possíveis irregularidades nesta operação.

 

 

 

 

 

 

 

20/09/2026 10:25, atualizado 20/09/2026 13:55
Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezoito + 3 =

Botão Voltar ao topo