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Cerca de 51% dos pedidos ao INSS foram negados no 1º semestre

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) negou cerca de 4,3 milhões de pedidos de benefícios no primeiro semestre de 2026, enquanto 4,2 milhões foram concedidos no período.

O resultado ocorre no mesmo período em que o governo conseguiu reduzir a fila de pedidos que aguardavam análise. Em janeiro, havia 1,882 milhão de processos parados há mais de 45 dias. Em julho, esse número caiu para 374 mil, redução de 80% e o menor estoque registrado desde janeiro de 2023.

O INSS garante que o aumento nas rejeições não é resultado da aceleração do trabalho de análise.

Bônus de produtividade para servidores do INSS

  • bônus de produtividade foi criado para incentivar servidores do INSS a acelerar a análise de pedidos de benefícios e reduzir a fila de processos pendentes;
  • O programa prevê pagamento adicional aos servidores que realizam análises além da jornada regular, conforme regras e metas estabelecidas pelo governo;
  • A medida ganhou importância diante do alto estoque de requerimentos que aguardavam análise e da pressão para reduzir o tempo de espera dos segurados.

A taxa de concessão registrada nos seis primeiros meses de 2026, de 49,5%, está próxima dos percentuais observados pelo instituto nos anos anteriores. Em 2021, 50,6% dos pedidos analisados foram concedidos. Em 2022, o índice ficou em 50,5%.

Os motivos para as negativas variam de acordo com o tipo de benefício. Em julho, entre os benefícios por incapacidade, o principal motivo de indeferimento foi a incapacidade não reconhecida pela perícia médica. No caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a principal razão foi o não atendimento ao critério de deficiência.

O instituto também afirmou que as decisões seguem os critérios previstos na legislação e são submetidas a mecanismos internos de controle. Segundo o órgão, todas as decisões passam por amostragem contínua de auditoria técnica.

Nos casos em que o pedido é negado, o segurado pode contestar a decisão. O cidadão tem direito a apresentar recurso administrativo no prazo de 30 dias para pedir a revisão da análise.

A redução da fila de pedidos do INSS ganha peso adicional em ano eleitoral, já que a melhora no tempo de resposta tem impacto direto sobre milhões de segurados. A queda do estoque pode ser apresentada pelo governo como resultado concreto de uma gestão mais eficiente, especialmente após anos de críticas à demora na análise dos requerimentos.

O resultado também ocorre após uma mudança no comando do INSS no início deste ano. Em abril, Ana Cristina Viana Silveira assumiu a presidência da autarquia no lugar de Gilberto Waller Júnior. A troca marcou uma tentativa do governo de reforçar a gestão do instituto e dar resposta às pressões por melhorias no atendimento e redução da fila.

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