
Uma sequência de mensagens de áudio estarrecedoras revela a frieza e a violência empregadas por Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, conhecida no mundo do crime como “Malu Navalha”, contra pessoas endividadas no Distrito Federal. “E aí, sua vagabunda! Você não vai [pagar] meu dinheiro não, cachorra? Tu não tem medo de eu ir aí e enfiar um monte de bala na sua cara, não?”, ameaça a agiota em áudios obtidos pela coluna Na Mira.
A investigada, que teve a prisão preventiva decretada e é considerada foragida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), integrava a ala de cobrança de uma organização criminosa de agiotagem. Em um dos áudios gravados para intimidar uma mulher com parcelas em atraso, a suspeita dispara ameaças explícitas de morte, questionando se a vítima não tinha medo de levar tiros na cara por não realizar o pagamento devido.
Veja imagens da agiota foragida:
Sensualidade brutal
A brutalidade revelada nas gravações contrasta com a imagem que a suspeita mantinha na internet. Jovem, atraente e com o corpo repleto de tatuagens, a investigada ostentava uma rotina esbanjando feminilidade e sensualidade nas redes sociais, publicando fotos com vestidos ousados e colados ao corpo.
A atuação implacável do bando culminou em uma tragédia familiar em março de 2025, quando um comerciante de 68 anos, figura conhecida da Feira dos Goianos, em Taguatinga, morreu após não suportar o estrangulamento financeiro e as pressões diárias dos cobradores.
O feirante, semianalfabeto, utilizava celulares e contas bancárias de parentes para tentar quitar as prestações e manter seu comércio. Mesmo após o seu falecimento, os agiotas voltaram suas miras contra a filha do feirante, exigindo que ela assumisse as dívidas mediante novas chantagens e ameaças.
A megaoperação deflagrada pela PCDF nesta quinta-feira (11/9) visou desarticular a estrutura do grupo, que contava inclusive com o suporte de um sargento reformado da Polícia Militar do Estado de Goiás para garantir a segurança das operações ilegais.



