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Com crise no STF, Congresso quer votar reforma do Judiciário após a eleição

A crise no STF deve abrir caminho para que o Congresso Nacional vote, logo após as eleições, uma minirreforma do Judiciário, com a possibilidade de mudar até mesmo a forma de indicação dos ministros do Supremo.

A votação funcionaria como uma forma de nivelar os poderes do Judiciário, que aumentaram nos últimos anos em relação ao Legislativo e ao Executivo. Além disso, serviria como uma resposta do Congresso à sociedade.

Esses magistrados avaliam que a eleição deve impactar na reforma. A leitura é de que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), as mudanças podem ser mais profundas e aprovadas mais rapidamente.

PEC prevê mandato para ministros do STF

Nos últimos dias, parlamentares do Centrão já começaram a sugerir propostas. Uma das PEC é de autoria do deputado federal Danilo Forte (PP-CE) e prevê mandato de oito anos para ministros do STF.

“O sistema de indicação exclusiva pelo presidente da República concentra a formação da Corte Suprema em um único Poder, o que pode gerar distorções na composição do Tribunal ao longo de sucessões presidenciais. A proposta distribui a prerrogativa de indicação entre os três poderes da República”, diz o deputado no texto.

 

A PEC aproveita a onda negativa do Caso Master e propõe vetar a participação de ministros em eventos patrocinados por empresas com processos pendentes. Também proíbe decisões monocráticas que suspendam a eficácia de leis.

12/09/2026 05:00, atualizado 12/09/2026 08:07
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