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PL oficializa candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado

O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4/11), a candidatura do senador e líder da oposição do Senado, Rogério Marinho (PL), para assumir a presidência da Casa. O lançamento foi feito após reunião da legenda ocorrida na sede do partido em Brasília. A eleição para o cargo ocorre no dia 1º de fevereiro e depende da articulação dos senadores por apoios dentro da Casa.

“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou o líder da oposição no Senado. Ele também declarou que “oportunamente” vai estar junto com Tereza Cristina.

 

A decisão por alçar Marinho à disputa ocorre em meio a discussões entre partidos da oposição sobre a possibilidade de reunir esforços em torno de uma candidatura única. Nos bastidores, os partidos tentavam costurar uma candidatura que pudesse unir Marinho e Tereza Cristina, em uma tentativa de unir forças contra Alcolumbre, ao invés de dividirem votos na disputa.

Para se eleger presidente do Senado, são necessários, no mínimo, 41 votos. O PL terá uma bancada de 29 senadores em 2027. Dessa forma, Marinho precisaria do apoio de mais 12 parlamentares para conquistar o comando da Casa. Como mostrou o Metrópoles na coluna Igor Gadelha, o PL aposta em “dissidentes políticos” na disputa, inclusive dentro do União Brasil.

Alcolumbre, por outro lado, já costurou acenos em busca de sua reeleição e recebeu o apoio formal de legendas importantes na composição da Casa. Até o momento, o senador reúne sinalizações do MDB, do PSD e do PT, além do União Brasil e PP, que também anunciaram apoio à reeleição do senador amapaense.

Eleição para presidência da Câmara dos Deputados

  • Além do comando do Senado, os partidos se movimentam em torno da presidência da Câmara dos Deputados, cuja votação também está marcada para o dia 1º de fevereiro.
  • O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) que é atual presidente da Casa, lidera a articulação pela reeleição, com apoio de um bloco de 15 partidos e 361 deputados. A aliança inclui ainda o Partido dos Trabalhadores (PT) e outras legendas que integram a base de Lula.
  • O PL, por outro lado, está dividido sobre o tema. O partido, que terá a maior bancada em 2027, com 121 deputados, ainda não definiu sua posição sobre a eleição para a Casa. Uma ala do partido defende apoiar Motta para garantir espaço na Mesa Diretora e em comissões; outra quer candidatura própria.
  • Ficar fora dos blocos pode reduzir a prioridade da legenda na escolha das presidências das comissões e reduzir sua atuação no legislativo. Uma decisão deve ser tomada ainda nos próximos dias. O PL marcou reunião para 11 de novembro para discutir a disputa pela presidência da Câmara.

Presidência de Marinho

Durante a reunião da manhã de hoje, Marinho voltou a falar da prioridade que dará a pautas consideradas caras para o bolsonarismo em sua eventual eleição como presidente do Senado Federal. Entre os temas, o senador mencionou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia para condenados pelo 8 de Janeiro.

De acordo com o parlamentar, sua gestão seria “a salvaguarda da Constituição”. “Me perguntaram: ‘Será presidente do Congresso de um tema só? Monotemático? Claro que não. Mas nós faremos valer a Constituição. Não seremos omissos” declarou.

 

Marinho também relembrou da última vez que concorreu ao comando do Legislativo, em 2023, quando perdeu a disputa para o deputado federal Rodrigo Pacheco (PSB-MG). À época, o PL perdeu espaço em comissões por não compor o bloco vencedor, atitude que Marinho criticou e disse ser de “déspotas”. Declarou que, se eleito, haverá espaços para os demais partidos e respeitará a proporcionalidade.

Ainda durante declarações na reunião hoje, o senador do PL criticou as articulações de Alcolumbre e acusou o atual presidente do Senado de oferecer vantagens para “cooptar” votos. “Porque ele pode cooptar. Como? Com um sorriso bonito? Um abraço fraterno? Não. Com aquilo que ele não pode dizer: com verbas, com vantagens e com atalhos”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de tentar com que a votação seja aberta, Marinho disse defender a medida como uma forma de dar transparência ao pleito para que a população possa cobrar os senadores.

“Eu acho que recomendável e necessário. Agora nós vamos avaliar de que forma isso pode acontecer eu acredito que qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante Até pra que não haja estelionato eleitoral”

04/11/2026 13:19, atualizado 04/11/2026 14:16
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