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Afastamento entre Trump e Lula pode “estreitar laços” entre China e Brasil durante G20

A visita do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil a partir deste domingo (17) traz à tona a relevância que o país asiático tem conquistado na América Latina nas últimas duas décadas. Em contrapartida, influência dos Estados Unidos, que será representado por Joe Biden — em fim de mandato — tem se mostrado enfraquecida.

Ambos vêm ao Brasil para a Cúpula de Líderes do G20, que será realizada no Rio entre segunda-feira (18) e terça (19). Antes, Xi e Biden se encontraram no Peru, onde participaram da reunião anual do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

No país vizinho, os chineses inauguraram o Porto de Chancay, o maior construído pela China na região. O objetivo é ampliar o comércio entre os continentes via Pacífico.

A nação asiática é atualmente a maior parceira comercial extrarregional de quase todos os países da América do Sul. Ultrapassou a posição que foi dos norte-americanos até o fim do século 20.

Durante o G20, Biden participa do último grande evento mundial de sua carreira política. Ele deixará a presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2025, aos 81 anos. Donald Trump vai assumir o comando da maior economia do mundo ao voltar para um 2º mandato à frente da Casa Branca.

Durante a campanha eleitoral, o republicano indicou que adotará uma política protecionista em prol do mercado norte-americano, especialmente contra a entrada de produtos chineses. A estratégia pode levar o Brasil a olhar ainda mais para a China.

 

 

 

 

 

BNews, 17/11/2024

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