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Clínicas de diálise alertam para risco de colapso após atrasos de pagamentos na Bahia

Pelo menos 13 clínicas de diálise registraram atraso nos repasses feitos pelo governo da Bahia nos últimos meses. O alerta é da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), que divulgou esta semana que a dívida estadual com as unidades chega a aproximadamente R$15 milhões, referente ao cofinanciamento dos serviços.

O diretor de Relações Institucionais da associação, Leonardo Barberes, alertou que os atrasos podem provocar consequências graves para os pacientes. Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) é a única fonte de receita de muitas clínicas baianas, o que torna a regularidade dos pagamentos fundamental para a manutenção dos serviços.

“Nesse sentido, o atraso nos repasses, além de aumentar os custos em decorrência da incidência de multas e juros sobre as dívidas das unidades com os fornecedores, também pode provocar a suspensão do fornecimento de insumos por parte das multinacionais, levando ao risco de colapso do sistema e de interrupção dos tratamentos”, afirmou Barberes.

Até o momento, não houve paralisação dos atendimentos, mas os estoques de insumos das unidades estão limitados. O representante da associação não descarta a possibilidade de interrupção dos tratamentos caso os pagamentos não sejam regularizados nos próximos dias. “Contudo, caso essa situação persista, não é possível descartar a possibilidade de que alguma clínica seja obrigada a interromper os tratamentos nos próximos dez dias”, acrescenta.

Sem previsão

A associação ressalta que, embora o Ministério da Saúde tenha anunciado, em março de 2026, medidas para ampliar o financiamento da Terapia Renal Substitutiva (TRS) no SUS, incluindo reajustes nos valores das sessões de hemodiálise, a regularidade dos repasses é indispensável para garantir a sustentabilidade dos serviços e a segurança dos pacientes.

“Sem uma data definida, as unidades ficam impossibilitadas até mesmo de negociar suas dívidas com os fornecedores, devido à falta de previsibilidade dos repasses. Esse cenário aumenta ainda mais o risco de interrupção dos tratamentos por falta de insumos”, explica.

As unidades estão localizadas nos seguintes municípios:

  • Irecê;
  • Seabra;
  • Santo Estêvão;
  • Serrinha;
  • Lauro de Freitas;
  • Euclides da Cunha;
  • (Hemodiálise Valença);
  • Itaberaba (Instituto do Rim);
  • Itapetinga (Clínica SARE);
  • Ribeira do Pombal;
  • Santo Amaro;
  • Teixeira de Freitas (Saúde Renal);
  • Barreiras (IDB).

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) foi contatada pela reportagem e o espaço segue aberto para manifestação.

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