
Histórico, dominante, avassalador. Escolha o adjetivo que melhor lhe satisfizer para classificar o desempenho do Atlético neste domingo. Não se tratam de elogios exagerados, mas de uma descrição fiel do que fez a melhor equipe do país na temporada. Empurrado por mais de 50 mil vozes no Mineirão, o campeão brasileiro e mineiro deu um enorme passo rumo ao segundo título da Copa do Brasil: goleou o Athletico-PR por 4 a 0 e pode até perder por três gols de diferença no duelo de volta que, ainda assim, fica com a taça.
Pouquíssimos foram os sustos levados pela defesa alvinegra. Ofensivamente, mais uma vez, o time comandado pelo técnico Cuca teve volume e domínio territorial. Hulk, de pênalti, e Keno, em uma bela jogada individual, abriram vantagem logo no primeiro tempo. Atordoado, o Athletico-PR errou muito e viu o adversário marcar outras duas vezes com Vargas na etapa complementar.
Em 64 jogos das finais anteriores da Copa do Brasil, nenhum time venceu por um placar tão elástico. A confiança alvinegra é tanta que torcedores soltaram o grito de ‘bicampeão’ ainda na metade do segundo tempo – o primeiro título foi em 2014, sobre o arquirrival Cruzeiro. A grande atuação incendiou a maior parte das arquibancadas do Mineirão, que neste domingo recebeu torcida visitante pela primeira vez durante a pandemia de COVID-19.
Apesar da missão quase impossível, os rubro-negros devem lotar a Arena da Baixada no jogo de volta da decisão. As equipes voltam a se enfrentar nesta quarta-feira, às 21h30, em Curitiba.
Ao longo do primeiro tempo, tudo saiu como o planejado por Cuca. Pouquíssimo ameaçado defensivamente, o Atlético se impôs tecnicamente e taticamente na etapa inicial no Mineirão.
A pressão alvinegra, intensificada pelas mais de 50 mil vozes que incentivavam o time no estádio, deu resultado logo aos 23 minutos. De pênalti, Hulk venceu o goleiro Santos, abriu o placar e chegou ao 35º gol na temporada.
O camisa 7 alvinegro jogou parte da etapa inicial na ponta direita. Depois, passou a ocupar o setor central no lugar de Diego Costa, substituído por Vargas após sentir problemas físicos. Com as duas formações ofensivas, porém, o Atlético foi melhor.
Fonte: Estado de Minas, 12/12/2021



