
Foi no sufoco, com emoção até os últimos segundos, mas o sonho do hexa segue vivo. De virada e com um gol nos acréscimos, o Brasil venceu o Japão por 2×1 na tarde desta segunda-feira (29), no NRG Stadium, em Houston, no Texas, e garantiu a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo.
brasileira para colocar os japoneses na frente e aumentar a pressão sobre a equipe de Carlo Ancelotti.
Agora, a Seleção aguarda a definição do próximo adversário, que sairá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, marcado para esta terça-feira (30). Quem avançar terá o Brasil pela frente nas oitavas de final, em partida marcada para o próximo domingo (5), às 17h, no MetLife Stadium, em Nova York.
O JOGO
O Brasil iniciou a partida no Texas com marcação alta e muita pressão sobre os japoneses, que encontravam enorme dificuldade para sair do próprio campo de defesa. Apesar do volume de jogo e do controle das ações nos primeiros minutos, a Seleção não conseguiu transformar a superioridade em oportunidades realmente claras.
Faltava precisão no último passe, enquanto a defesa asiática aparecia para cortar as jogadas no momento decisivo. A melhor chance brasileira na primeira etapa surgiu aos 12 minutos, quando Matheus Cunha arriscou uma finalização de canhota da entrada da área e obrigou o goleiro Suzuki a fazer boa defesa.
Depois da parada, a equipe asiática voltou melhor, conseguiu sustentar mais a posse no campo ofensivo e aproveitou uma sequência de erros brasileiros para abrir o placar aos 28 minutos.
Tudo começou com um passe errado de Danilo em direção ao meio de campo. Sano recuperou a bola e arrancou em velocidade no contra-ataque. O camisa 24 passou com facilidade por Casemiro, que evitou cometer a falta por já estar amarelado, avançou até a entrada da área e finalizou rasteiro no canto direito de Alisson, que não conseguiu alcançar a bola.
Depois de abrir o placar, o Japão praticamente abdicou de atacar e passou a apostar em uma postura extremamente defensiva. Organizada em um compacto 5-4-1, a equipe fechou os espaços e dificultou as ações brasileiras.
O time de Carlo Ancelotti, por sua vez, não encontrou soluções para desmontar a marcação adversária. Além de um nervosismo visível, a circulação de bola era lenta, faltava movimentação nas costas da defesa japonesa e também mais agressividade dos pontas nas situações de um contra um.
Na volta do intervalo, Carlo Ancelotti promoveu apenas uma alteração: Endrick entrou no lugar de Paquetá, que deixou a partida lesionado. Com um jogador mais fixo dentro da área, a Seleção apresentou uma postura completamente diferente desde os primeiros minutos da etapa final. Logo na primeira grande chegada, Bruno Guimarães apareceu para cabecear após cruzamento de Danilo e obrigou Suzuki a fazer mais uma grande defesa.
O empate quase saiu aos oito minutos, em um lance difícil de explicar como não terminou em gol. Rayan cruzou para Douglas Santos na segunda trave. O lateral ajeitou de cabeça para Casemiro dar um peixinho da pequena área. Tomiyasu salvou em cima da linha, Suzuki ainda espalmou de maneira atrapalhada e a bola sobrou novamente na área antes da defesa japonesa afastar o perigo de vez.
A virada quase aconteceu logo depois, em uma jogada individual brilhante de Vini Jr. Aos 12 minutos, o camisa 7 recebeu ainda na intermediária, aplicou uma caneta no marcador, arrancou em direção à área e deixou três adversários para trás com uma sequência de fintas e mudanças de direção. Na finalização, bateu de bico e obrigou Suzuki a tocar com a ponta dos dedos, desviando a bola para a direção da trave e evitando a virada brasileira.
Após o início avassalador da Seleção no segundo tempo, a equipe reduziu um pouco a intensidade, mas sem abrir mão do controle da partida. O Brasil seguiu dominando a posse de bola e mantendo o Japão encurralado no campo de defesa, embora já não criasse oportunidades com a mesma frequência dos minutos iniciais.
Quando o duelo parecia caminhar para a prorrogação, a estrela de Gabriel Martinelli apareceu nos acréscimos. Aos 49 minutos, Rayan recuperou a bola no campo de ataque, arrancou em grande jogada individual e tocou para Bruno Guimarães na entrada da área. O volante encontrou um passe preciso para Martinelli.
O atacante do Arsenal infiltrou entre dois defensores, apareceu cara a cara com Suzuki e finalizou de chapa no canto. O goleiro japonês ainda conseguiu tocar na bola, mas não o suficiente para impedir o gol que explodiu a torcida brasileira e decretou a virada da Seleção.
FICHA TÉCNICA
Brasil 2 x 1 Japão – 16 avos de final da Copa do Mundo
Zion Suzuki; Taniguchi, Hiroki Ito e Tomiyasu; Doan (Sugawara), Maeda, Nakamura (Suzuki), Junya Ito (Machino), Kamada (Tanaka) e Sano; Ueda. Técnico: Hajime Moriyasu
Local: NRG Stadium, em Houston (EUA)
Público: 68.777 presentes
Gols: Sano, aos 29 minutos do primeiro tempo; Casemiro, aos 9, e Gabriel Martinelli, aos 50 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Sano, Kamada, Suzuki (JAP); Casemiro, Danilo (BRA)
Arbitragem Maurizio Mariani, auxiliado por Daniele Bindoni e Alberto Tegoni (trio italiano)
Correio/BA, 29/06/2026



