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DESVIO DE R$21 MILHÕES: ex-prefeitos do PT do Sisal são condenados pelo TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou ex-presidentes do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território do Sisal (Consisal) e determinou o ressarcimento de R$ 21.051.271,19 aos cofres públicos após identificar graves irregularidades na prestação de contas de um convênio federal destinado ao combate à seca na Bahia.

A decisão, tomada por unanimidade na sessão do último dia 7 de julho, teve como base auditoria que apontou a ausência de documentos fiscais e financeiros capazes de comprovar a aplicação dos recursos repassados entre 2014 e 2021.

Segundo o relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, a falta de notas fiscais, recibos e demais comprovantes impede verificar se o dinheiro foi efetivamente utilizado na execução do convênio.

“A comprovação da aplicação dos recursos deve ser acompanhada de documentos financeiros e fiscais, como notas fiscais e recibos, além de evidências físicas da execução dos projetos”, destacou o relator.

Foram responsabilizados pelo TCU os ex-presidentes do Consisal:

* Osni Cardoso (PT), ex-prefeito de Serrinha e atual deputado estadual;
* André Andrade (PT), ex-prefeito de Queimadas;
* Dival de Memel (PSD), ex-prefeito de Lamarão.

O Tribunal ressaltou que, embora parte das obras, como cisternas, tenha sido constatada em fiscalizações presenciais, não existe comprovação documental de que elas foram custeadas com os recursos do convênio, o que mantém a irregularidade sobre o valor total analisado.

Diante da gravidade do caso, o TCU determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal (MPF) para apuração de eventuais responsabilidades civis e penais.

Defesas

Os ex-gestores negaram irregularidades durante o processo.

Osni Cardoso alegou que a obrigação de prestar contas caberia ao gestor sucessor, afirmou que o objeto do convênio foi executado, apontou atrasos nos repasses federais e negou qualquer dolo ou má-fé.

André Andrade sustentou que não administrou diretamente os recursos, afirmou ter adotado medidas para regularizar a situação e negou prejuízo ao erário.

Dival de Memel também alegou não ser responsável pela prestação de contas, defendeu que as cisternas foram executadas e atribuiu os problemas aos atrasos da União.

O Consisal afirmou que não possuía documentação suficiente para elaborar a defesa técnica.

Todos os argumentos foram rejeitados pelo TCU.

 

 

 

 

 

 

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