
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o papa Papa Leão XIV neste domingo (12), em uma publicação na rede social Truth Social. Na mensagem, o republicano classificou o pontífice como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”, ampliando a tensão entre os dois líderes após divergências sobre guerra e imigração.

Papa Leão XIV no Peru por Reprodução
Ainda no texto divulgado nas redes sociais, Trump afirmou que não quer “um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear”, nem um líder religioso que critique ações militares dos Estados Unidos, citando diretamente a Venezuela. Apesar da afirmação, não há registro de que o pontífice tenha defendido que o Irã possua armamento nuclear.
Trump também criticou encontros do pontífice com aliados do ex-presidente Barack Obama, citando nominalmente David Axelrod, e disse que o papa deveria “se recompor” e “focar em ser um grande Papa – não um político”. Segundo ele, a postura do líder religioso estaria prejudicando a Igreja Católica.
Minutos após a publicação, o presidente compartilhou ainda uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece similar a Jesus Cristo, vestido com túnica branca abençoando um homem doente, diante de símbolos como a bandeira dos Estados Unidos e a Estátua da Liberdade.

Trump publicou foto em que aparece similar a Jesus Crédito: Reproduçaõ
Apelos por cessar-fogo e proteção de civis
No domingo (12), o pontífice também pediu um cessar-fogo no Líbano e disse sentir-se próximo do “amado povo libanês”, enquanto o conflito no Oriente Médio entrava na sétima semana.
Após a oração Regina Caeli, ele afirmou que há “uma obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra”. O papa ainda mencionou a guerra na Ucrânia e pediu que a comunidade internacional mantenha atenção sobre o conflito.
Leão XIV também abordou a situação no Sudão, defendendo que as partes envolvidas iniciem um “diálogo sincero”. Na mesma viagem, o pontífice iniciou uma agenda de dez dias por países africanos, considerada sua primeira grande missão internacional de 2026, com foco nas necessidades do continente que concentra mais de um quinto dos católicos do mundo.



