A equipe resolveu filmar a ação após desconfiar do comportamento suspeito do anestesista em outras situações.
Já Carrillo foi preso temporariamente no condomínio onde morava, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A Polícia Civil começou a investigá-lo um mês antes, depois de a Polícia Federal ter identificado que ele armazenava, na nuvem de dispostivos eletrônicos, conteúdos de pornografia infantil.
Após análise das mídias, a polícia identificou os hospitais onde os assédios aconteceram. Um dos casos aconteceu no Hospital Estadual dos Lagos – Nossa Senhora de Nazareth, em Saquarema. O outro no Complexo Hospitalar Universitário Clementino Fraga Filho. A unidade pertence à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Outras vítimas
Após a divulgação dos dois casos, outras possíveis vítimas dos dois médicos apareceram. No caso de Quintela, a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de São João de Meriti, passou a investigar outras 30 possíveis vítimas que foram atendidas por ele.
Já o colombiano, além de ter sido indiciado duas vezes por estupro de vulnerável, ele também é investigado por armazenar os vídeos de abuso sexual infantil.
A polícia também apura se uma criança de um ano, que faz tratamento contra um câncer, foi vítima de Carrillo. O pai da criança procurou a DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima) por ter desconfiado de atitudes do médico durante um procedimento. A decisão de ir à delegacia foi tomada após ele ter tentado providências do hospital.
Redes Sociais
Os dois médicos também eram ativos nas redes sociais e exibiam suas rotinas sem gerar desconfiança dos seguidores.
Em uma publicação, o colombiano, que estava havia seis anos no Brasil, mostrou o pedido de casamento que fez à mulher, com a torre Eiffel ao fundo, em Paris, na França. Numa outra postagem, o médico escreveu que ela era o maior presente que ele poderia ganhar na vida.
A esposa, que estava com ele durante a prisão, se surpreendeu ao saber dos crimes do marido, que levava uma vida dupla.
Quintella também costumava ser bastante ativo na rede social, na qual publicava o cotidiano de seu trabalho. Pelas postagens, já apagadas, é possível observar que Giovanni atuou em, ao menos, dez hospitais das redes pública e privada.
Na legenda de uma de suas fotos, o médico escreveu: “Vocês ainda vão falar de mim. Esperem”. Na primeira publicação do perfil, ele se apresentou aos seguidores e descreveu que atuar como anestesiologista era seu sonho desde pequeno.
Após a divulgação do crime, o perfil dele atraiu muitos usuários da plataforma e diversos comentários de indignação em suas publicações. O médico, que tinha menos de mil seguidores no site na manhã em que foi preso, chegou a 11 mil no início da noite.