
Uma enorme tragédia ocorreu no início da madrugada desta sexta-feira (15), em Toledo. Um Policial Militar identificado como Fabiano Junior Garcia tirou a vida de oito pessoas, sendo seis de sua família. Ele tirou a própria vida logo em seguida.
As primeiras informações dão conta de que o PM tirou a vida de dois dos seus filhos menores de idade em uma localidade da área rural da cidade de Céu Azul. As crianças seriam um menino de aproximadamente 4 anos e uma menina de cerca de 9 anos de idade. As duas crianças foram executadas com tiros a queima roupa na região da cabeça.
Em seguida, ele se dirigiu a Toledo, onde teria feito mais vítimas em pontos distintos da cidade, a princípio no centro e na região da Grande Pioneira.
Ele tirou a vida da própria mãe, de um irmão e de mais uma filha de 12 anos, além da esposa identificada como Kassiele Moreira. A mulher foi morta na residência do casal, localizada na Rua Rui Barbosa, na região central da cidade.
O homem ainda matou mais duas pessoas, que a princípio estavam na rua, mas até o momento não existem informações se eram familiares. Essas mortes aconteceram na Rua Paraíba (Paulista) e outra na Rua Getúlio Vargas (Boa Esperança).
Após a barbárie, ele se suicidou dentro do seu carro, um GM Vectra, de cor branca. O automóvel foi conduzido até o pátio do 19º Batalhão de Polícia Militar de Toledo (19º BPM).
Diversas equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas aos locais, mas puderam apenas constatar os óbitos.
Equipes da Polícia Militar, Rondas Ostensivas Tático Móvel (ROTAM), Polícia Civil (PCPR) e da Criminalística também estiveram presentes. As investigações sobre o caso tiveram início e a qualquer momento novidades podem ser divulgadas.
O Instituto Médico Legal (IML) de Toledo recolheu o corpo das vítimas fatais. A maior parte delas ainda não foi identificada.
Fabiano Junior Garcia atuava como Policial no 19º BPM, lotado no município de Toledo, e estava na Polícia Militar desde 2010. Ainda não se sabe se ele teve um surto psicótico ou algum outro problema psiquiátrico.
Nota da PM (Extra Oficial)
A Polícia Militar está consternada e lamenta profundamente o ocorrido nas cidades de Toledo-PR e Céu Azul-PR.
O policial militar que prestava serviços no 19º Batalhão em Toledo não tinha histórico de problemas psicológicos e atuava como motorista do Coordenador do Policiamento da Unidade.
Desde dezembro de 2020 a região conta com o apoio do programa PRUMOS, que disponibiliza atendimento psicológico aos militares, com profissionais contratados para atuar nas Organizações Policiais Militares.
Coletiva de imprensa
Coronel Hudson Leôncio Teixeira, comandante da Polícia Militar do Paraná concedeu coletiva de imprensa na manhã de hoje em Londrina, onde deu mais detalhes sobre o caso.
Conforme o coronel, Fabiano gravou um áudio contando que não aceitava a separação com a esposa, pois dedicou a vida à ela.
O policial militar tinha 37 anos e estava há 12 na corporação.
“Ele não tinha nada que desabonasse a conduta, era um excelente profissional. O fato causou estranheza, surpresa e decepção para todos nós. Já foi aberto um inquérito policial militar para apurar o fato e estamos dando todo o suporte psicológico para a família frente a essa situação”, disse o coronel.
Antes dos fatos, o policial militar gravou um áudio relatando que não aceitava a separação com a esposa, e que estava passando por momentos difíceis psicologicamente e financeiramente.
AUDIO EM TEXTO: “Família, Me desculpa, Me desculpa, mas eu não consegui viver sem a Kassiele, desculpa, ela não estava mais suportando o jeito, que eu ia lidar com ela, não estava dando importância se eu ia me importar com ela, dizer sobre ela não – e ela deixou a entender que ela não fazia questão de continuar comigo, então é assim, como eu me dediquei toda a minha vida a ela, e eu, dediquei de tudo, eu desisti de pensar em qualquer outra pessoa, pensar em pular a cerca, qualquer coisa, para poder dar atenção e dá valor para ela, e ter momentos de agressão, foi esse maldito jogo, é para mim ir lá buscar válvula de escape, para mim depressão e descansei dela e ela sempre se acostumou com isso e daí agora que tanto faz, então tanto faz, ela não quis ficar comigo, falou de possivelmente que não ia ficar comigo no jeito que eu sou, que eu sou, as coisas do meu jeito. Então assim, eu estava querendo fazer isso mesmo, já não consigo conviver com a situação da minha mãe lá, problema —- Vivo financeiramente f***** e alguém tem que arcar com as despesas lá, então para não deixar peso para ninguém fiz isso”.
Fonte: O Paraná, 15/07/2022



