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Gusttavo Lima acumula caches milionários em shows bancados por prefeituras de cidades pequenas

cantor Gusttavo Lima, famoso por seu estilo de vida extravagante e suas exibições de jatos e iates nas redes sociais, agora vê sua fortuna envolvida em polêmicas nada glamorosas. Ele está sendo investigado por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a jogos ilegais, na mesma operação que levou à prisão de Deolane Bezerra. As informações são do portal ICL Notícias.

Como resultado, a Justiça bloqueou R$ 20 milhões de seu patrimônio, além de confiscar imóveis e embarcações registrados em nome de sua empresa, a Balada Eventos e Produções. Paralelamente a essa investigação, outra fonte de renda do artista tem sido alvo de críticas: os cachês milionários recebidos por shows financiados por prefeituras de cidades pequenas e médias.

Esses contratos, pagos com recursos públicos, geram polêmica pelo impacto que causam nas finanças de cidades de pequeno porte, o que pode comprometer áreas prioritárias como saúde, educação e cultura.

Já em Campo Verde, no Mato Grosso, Gusttavo Lima também foi contratado por um cachê de R$ 1,1 milhão, valor que equivale a mais da metade do orçamento cultural da cidade (52,78%). Para os 44 mil habitantes, isso significou um custo de R$ 24,67 por pessoa.

Essa prática de altos pagamentos por prefeituras a artistas sertanejos já causou polêmica em 2022, quando vários municípios foram criticados por comprometer uma fatia significativa de seus recursos em contratos com esses artistas. Embora os sertanejos não tenham sido formalmente investigados, as prefeituras foram alvo de questionamentos pelo descompasso entre suas receitas e os valores pagos.

Em julho de 2024, por exemplo, o cantor se apresentou em Nova Russas, no Ceará, por um cachê de R$ 1,2 milhão. O Ministério Público chegou a solicitar o cancelamento do show devido ao alto valor do contrato, mas a juíza Renata Guimarães Guerra negou a liminar, argumentando que os valores estavam dentro do praticado no mercado.

A contratação de shows sem licitação por prefeituras é permitida por lei, mas desde 2022 o Ministério Público tem monitorado com atenção essas negociações, especialmente por causa dos elevados cachês e da possível ligação com a lavagem de dinheiro. O então chefe do Ministério Público de São Paulo, Mário Sarrubbo, já havia destacado a possibilidade de irregularidades em contratos de shows pagos por municípios.

Fonte: BNews, 11/09/2024
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